Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 29/12/2020
A Lei Brasileira de Inclusão, conhecida como LBI ou Estatuto da Pessoa com Deficiência, foi sancionada em 2015 e oferece uma perspectiva diferente sobre o que é considerando deficiência.Entretanto, indivíduos que estão incluídos nesses direitos ainda enfrentam desafios para o pleno exercício de suas garantias.Diante disso, faz-se necessário discutir-se tanto as implicações da lei como elemento democratizador quanto os motivos que acarretam capacitismo.
A princípio, é fundamental compreender de que forma esse código se aplica na vivência dessa parcela da população.Para tanto, o LBI introduz variedades de ferramentas de políticas públicas para garantir a integração, tal como um sistema educacional incluído em todos os níveis e aprendizagem ao longo de toda a vida e a oferta de aulas em libras, como primeira língua, e em português, na modalidade escrita, para os alunos surdos.Por conseguinte,ao ampliar e assegurar o acesso adequado à educação,esses indivíduos poderão concluir o ensino médio sem perda de conteúdo e futuramente,ingressar no ensino superior ou técnico.Desse modo,essas diretrizes fomentam positivamente na economia nacional e na qualidade de vida,em virtude de que sujeitos a qual buscam a profissionalização possuem maiores oportunidades de ascensão social e como resultado,consomem mais bens duráveis e não duráveis,impulsionando a economia.
Todavia, uma mentalidade preconceituosa promove a manutenção da exclusão de pessoas com alguma deficiência.Diante disso, conforme é narrado no filme “Extraordinário”, o protagonista ao ir pela primeira vez em sua vida à escola é recebido com olhares e piadas de caráter ofensivo, ações que mais tarde o motiva a sair da instituição.Infere-se, desse modo, que certa parte do tecido social contém dificuldade em aceitar e conviver com a pluralidade humana.Tal conjuntura é intensificada por programas midiáticos e campanhas públicas,que pelo prisma do capitalismo contemporâneo, buscam reproduzirem padrões físicos e comportamentais supostamente ideais, não representando a diversidade de pessoas características das sociedades modernas.Logo, isso corrobora não concretização dos direitos constitucionais adquiridos em 2015.
Depreende-se,portanto,a necessidade de intervenções para atenuar a problemática.Para tanto,com a finalidade de desfazer o pensamento discriminatório,o Ministério da Mulher,Família e Direitos Humanos deve promover palestras em âmbito escolar - que será apresentada por psicológos e pessoas com deficiências -,por meio de horários mensais fixos destinados ao debate de temáticas sobre minorias e preconceitos estruturais.Ademais,é imprescindível que o Poder Legislativo fiscalize o cumprimento da Lei Brasileira de Inclusão,para a promoção de um país com mais empatia e democrático.