Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 28/12/2020

No Império Romano, crianças nascidas com deficiências físicas eram sacrificadas, pois consideráva-se que não seriam hábeis de guerrear para proteger seu Estado. Analogamente, na América do Sul, tribos indígenas recorriam ao infanticídio, já que entendiam a ausência de vigores como castigo dos Deuses. Atualmente, séculos após essas práticas, a visão sobre parte da sociedade com algum tipo de impedimento físico e intelectual se alterou, mas tanto pelo desconhecimento, quanto pelo preconceito, resultado de processos históricos e sociais, o Capacitismo ainda é presente. Então, medidas são necessárias para resolver tal problemática.

Primeiramente, é notório analisar o desconhecimento por parte da população sobre os deficientes e como ele impacta nas relações sociais. Segundo o Censo de 2010, o Brasil possui 24% de sua população com algum tipo de privação seja locomotiva, seja intelectual. Diante desse cenário, observando a singularidade de cada indivíduos, medidas devem ser tomadas para a inclusão dessa parcela na sociedade.  Contudo, como a maioria dos brasileiros pouco convivem com os deficientes, não veêm, como prioridade, ações públivas para melhorar o deslocamento, a educação e a socialização desses. Dessa forma, aproximadamente, 1/4 dos brasileitors tem seus direitos, que são resguardados pela Constituição Cidadã, de 1988, cerceados.

Além disso, é cabível compreender o preconceito gerado pelo não conhecimento da expessificidade de cada deficiente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), “saúde é um estado completo de bem estar físico, mental e social, e não apenas a mera ausência de enfermidade”. Assim, um portador de deficiência não é um doente, mas um indivíduo que necessita de cuidados extras, que auxiliem em seu deslocamento e em sua interação social. Nesse sentido, segregar um pessoa que possui deficiências, violentá-la ou inferiorizá-la se caracteriza como Capacitismo, visto que além de uma ação criminosa, desrespeita a constituição brasileira, é preconceituosa,pois julga-se antes de conhecer.

Fica claro,portanto, que o Capacitismo é o preconceito ao deficiente, sendo gerado por processos

histórico-sociais. Logo, cabe ao Ministério da Educação, por meio das escolas e secretarias estaduais e municipais de ensino, realizar palestras e oficinas com crianças e adultos que possuem deficiências, buscando entender suas especificidades. A fim de que seja possível solucionar os percalços por quais eles passam diariamente, redigindo e alterando leis. Outrossim, cabe aos Estados, Municípios e Empresas o cumprimento das leis de acessibilidade, educação e reserva de postos de trabalho para indivíduos com necessidades especiais. Então, somente assim, o passado histórico do capacitimo estará nos livros para serem, apenas, consultados.