Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 26/12/2020
O Mito da Caverna, alegoria escrita por Platão, explica a evolução do processo de conhecimento. Segundo o autor, os seres humanos, se encontram prisioneiros de uma caverna, da qual estão habituados somente a ter uma ilusão do que veem como se fosse a verdadeira realiadade. De maneira análoga ao presente, a questão dos desafios para combater ao capacitismo, no Brasil, pode ser bem representada pelo mito, visto que esse é um problema que vive às sombras da sociedade. Ademais, em razão da negligência estatal em contribuir com a quebra de padrões excludentes, bem como a falta de debates sociais.
Em primeiro plano, é necessário destacar que a falta de atuação estatal contribui para a permenência do comportamento capacitista da sociedade. Consoante a esse pensamento, o filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau, em sua obra ‘‘Contrato Social’’, afirma que o Estado é responsável por viabilizar medidas que cooperem para o bem-estar social. Nesse contexto, a medida que este se isenta de aplicar medidas para reverter os comportamentos sociais capacitistas, criando campanhas de consicientização social para ocorrer a quebra do capacitismo nas escolas, ocorre a quebra do contrato social. Desse modo, faz-se necessária a revisão da postura estatal com a população.
Além disso, faz-se mister destacar que a falta de debates sociais e a banalização dos desafios para combater o capacitismo contribui para a permanência deste na sociedade. À luz disso, a escritora, Hannah Arendt, desenvolve a teoria da ’’ Banalidade do Mal’’, a qual defende que, quando uma atitude violenta ocorre com frequência e sem questionamento, essa ação passa a ser tratada como trivial. Diante disso, quando parte da população deixa de questionar e silencia debates sobre a importância de combater o capacitismo no país, ocorre a banalização e reforçamento do comportamento dessa violência. Dessa forma, faz-se necessária a reavaliação do comportamento social, para ocorrer a quebra desse padrão patológico e violento.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para combater o capacitismo no país, visto que esse é um problema de cunho político e social. Nesse viés, o Ministério da Educação, junto ao Estado, deve criar medidas de investimento em políticas públicas para a reversão desse comportamento desde a primeira infência, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele, deve constar que, através das medidas aplicadas precisam ser empregadas nas instituições políticas que contribuam para a dissiminação das informações sobre o capacitismo, bem como campanhas sociais para a conscientização da população. Com fito de democratizar as informações e ocorrer a quebra dessa estrutura patológica.