Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 28/12/2020
O desafio da normalidade
No desenho “Avatar a lenda de Aang” Toph é uma dobradora de terra cega e por isso super protegida do mundo por seus pais, no entanto não há nada que ela não consiga fazer enxergando com seus pés. Longe da ficção, pessoas deficiêntes também tem um jeito diferente de viver no mundo, mas isso não quer dizer que é inferior a de pessoa “normais”. Infelizmente muitas pessoas são incapazes de compreender a diferênça, gerando situações preconceituosas e de bullying.
Cabe ressaltar, primeiramente, que a ideia de capacitismo é tão ligada a padrões normativos, que tudo aquilo que distoa deste padrão, pode ser transformado em ofensas, como mostrado na campanha “É Capacitismo Quando” do site “inclusive.org”. Tal situação pode ser associada a uma construção social, poveniente de uma sociedade arcaica e preconceituosa voltada a dogmas e crenças, onde uma pessoa com deficiência era tida como incapaz de sobreviver sozinha.
Ademais, o preconceito não é apenas fruto de aparências, mas também da ausência de informação. Segundo o educador, Paulo Freire, “ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si mediatizados pelo ambiente”. Para que não hajam preconceitos este “ambiente” deve ser construido de forma inclusiva. No entanto em muitas partes do Brasil essa inclusão não é possibilitada por falta de investimentos governamentais, em formas de acessibilidade.
Portanto, com o intuito de desnormatizar o padrão social, o Ministério da Educação juntamente com escolas públicas e privadas, deve promover por meio de propagandas e palestras a desconstrução das ideias de limitações sociais, assim como, a conciêntização sobre o respeito a individualidade de cada pessoa. Ademais, seria de suma importância que escolas incentivassem dinâmicas, que enaltecessem as diferentes qualidades de cada indivíduo e sua contribuição para um grupo, para que assim como a Toph ninguém tenha que comprovar suas capacidades.