Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 28/12/2020

Na música Castelo Triste do grupo Facção Central, o rapper Eduardo diz: “o mundo cultua a idolatria do corpo perfeito, joga no hospital psiquiátrico o humano com defeito, sem triagem, seleção, diagnóstico. Doente mental, físico, auditivo num depósito”. Essa frase deixa explícita a violência e o preconceito que a corpolatria causa aos indivíduos que não se encaixam nos padrões impostos, e é necessária a conscientização pátria para combater o capacitismo no Brasil.

Em primeira análise, vale salientar que a ideia de corpo perfeito não se restringe somente a beleza, mas também a capacidade física e intelectual. Nesse sentido, pessoas com deficiência (PDC) ou mobilidade reduzida são tratadas como não capazes de exercer atribuições no meio social, empresarial ou acadêmico. Isso mostra que a falta de conscientização é uma das maiores causas do preconceito contra pessoas com deficiência, afinal, o físico Stephen Hawking, teve grande parte da sua mobilidade reduzida pela Esclerose e  também sofreu preconceito por suas condições.

Ademais, o capacitismo gerado pela falta de instrução fere a equidade, tornando a sociedade mais desigual. Como diz Karl Marx, “de cada um conforme sua possibilidade e para cada um conforme sua capacidade”, nessa concepção, o Estado e a sociedade devem estimular a integração de PCDs em todas as camadas sociais, além disso, como afirma Georg Hegel, “o Estado deve proteger os seus filhos”. Portanto, conscietização e inclusão é o caminho para o combate ao capacitismo.

Dado o exposto, é mister que haja políticas públicas para mitigar a problemática. Cabe ao Estado, combater o preconceito e a discrimação sofridas pelas pessoas com deficiência. Com a promoção de palestras de conscientização e cursos sobre inclusão social de PCDs, fazer com que a população se conscientize e quebre o paradígma de incapacidade no que tange essas pessoas. Dessa forma, cada cidação será capaz de exercer suas totais habilidades, conforme suas possibilidades, contribuindo para uma sociedade mais igualitária e livre de preconceitos.