Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 27/12/2020
Debate-se, com frequência, acerca dos desafios para combater o capacitismo no Brasil, haja vista que esse preconceito dificulta a plena participação social e independência dos deficientes no país. Isso ocorre devido à falta de conhecimento de uma parcela da população acerca do dessa discriminação. Além disso, a crença em um padrão corporonormativo também contribui para essa problemática. Por isso, o poder público deve agir para mitigar essa situação.
Primeiramente, o capacitismo consiste em subestimar e/ou excluir pessoas com deficiência,e esse preconceito está enraizado na sociedade devido a diversos estereótipos sociais a respeito dos deficientes. Isso se deve ao fato de muitas pessoas não terem consciência a respeito dessa discriminação, e por isso muitas vezes consideram as vítimas incapazes ou invalidas. De acordo com o documentário “Crip Camp: revolução pela inclusão”, de 2020, muitos portadores de deficiência querem ser independentes, no entanto a falta de conhecimento da população e a crença em estereótipos dificulta a participação social e independência dessas pessoas.
Somado a isso, a ideia de um “corpo perfeito” ou o padrão corporonormativo divulga a concepção de que pessoas diferentes precisam ser consertadas. Uma vez que esse padrão prega que pessoas diferentes devem tentar ao máximo parecer “normais”, sem considerar que o normal para elas é ser como elas são. Segundo o lutador americano Zion clark, que nasceu sem pernas, o fato de a escola exigir que ele usasse próteses desconfortáveis para se parecer com os outros alunos, fez com que ele tivesse que parar de andar do jeito que estava habituado apenas para atender um estereótipo de pessoa “normal”, ignorando o fato de que para ele, ser normal era ser o que ele é.
Assim sendo, é imprescindível que o poder público atue por meio do ministério da educação (MEC) e da secretaria nacional da pessoa com deficiência (SNPD) para reduzir o capacitismo no Brasil. Para isso, o MEC deve conscientizar a população a respeito desse preconceito, por meio de palestras em instituições de ensino e redes sociais, como facebook e integram, com o objetivo de reduzir essas atitudes discriminatórias na sociedade. Ademais a SNPD deve desconstruir a ideia de um “corpo perfeito”, por meio da divulgação de campanhas publicitarias nas mídias, como rádio e televisão, com a finalidade de estimular a ideia de que ser diferente também é ser normal e desconstruir o padrão coporonormativo na sociedade brasileira.