Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 31/12/2020

A eugenia foi um conjunto de ações que visavam “melhorar” a genética do corpo social, para isso, eliminavam ou isolavam grupos de pessoas consideradas incorretas, esse movimento gerou diferentes preconceitos, entre eles está o capacitismo. Nesse raciocínio, essa má aceitação ou a ideia de inutilidade sobre pessoas com deficiência, repercute até hoje no Brasil. Pois, o governo falha ao educar o meio social sobre essa temática, além disso, a representatividade desse grupo é escassa, com isso, esses dois eixos são desafios para o combate ao tema em questão.

Em primeira análise,é importante ressaltar que o fato do Estado Maior não fornecer conhecimento suficiente sobre deficiências, sejam elas físicas ou intelectuais, contribui para a situação atual. Nesse sentido, segundo Immanuel Kant: " O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele". A partir dessa ideia, com o aprendizado adequado, possibilitaria mudanças positivas ao cidadão, em relação a problemática.

Ademais, a ausência de brasileiros deficientes atuando em  diferentes áreas de trabalho inaltece o prejulgamento já existente. A respeito disso, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil possui cerca de 45 milhões de Pessoas com Deficiência (PCDS), o que representa 24% da população,  porém, apenas 0,9% desses cidadãos trabalham de carteira assinada. Com base nisso, a ausência desse grupo no mercado de trabalho faz com que o meio social veja os PCDS como seres sem a capacidade de realizar funções distintas, o que causa o capacitismo.

Por isso, em virtude dos aspectos necessários, nota-se os erros cometidos pela governança. Por essa razão, faz-se necessário que o Ministério da Educação, junto com as escolas, públicas e privadas, desenvolvam um projeto no qual ofereça palestras mensais, sobre esse assunto, para  alunos os de todas as idade, convidando também os familiares para participar. Do mesmo modo, o Ministério da Econômia desenvolva um projeto de lei, que seria aprovado pela Câmara de Deputados, no qual acrescente ao menos 10% no número de vagas  obrigatórias de emprego, fornecidas para os PCDS, em todos os setores. Para que, dessa forma haja maior compreensão sobre o tema e um acréscimo de oportunidades para a classe, e assim, diminua essa discriminação, de maneira significativa.