Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 27/12/2020
No livro “Sou a mãe dela “, a jornalista Adriana Araújo relata sobre preconceitos e dificuldades atrelados ao convívio da filha que possui uma doença congênita, entre eles a busca por luvas descartáveis adaptadas a mão de sua filha, a qual possui dois dedos , uma vez que ela é estudante de medicina e precisa usar este equipamento diariamente. Analogamente a história desta família, o preconceito atrelado ao capacitismo, o qual designa pessoas sem nehuma deficiência como normais e pessoas com alguma deficiência como inferiores, posto que há como principais desafios a tentativa de enquadrar igualmente os indivíduos e a vinculação de que possuir uma deficiência é sinônimo de incapacidade.
Em primeiro lugar, em todos os parâmetros sociais, os seres humanos tentam moldurar padrões e perfis sociais a serem seguidos, assim, as deformidades físicas e mentais são vistas como limitantes e pouco compreendidas pelos cidadãos. Dessa forma, a maior parte dos estabelecimentos , indivíduos e instituições não tem preparações adaptadas ao convívio destas pessoas, como citado anteriormente os mais simples equipamentos , como as luvas cirúrgicas, possibilitam a ampla participação das pesoas com deficiência em todas as esferas sociais .Para exemplificar, uma notícias divulgada pelo Fantástico, em 2018, mostrou o caso de um autista, o qual trabalhava em um supermercado e era o funcionário mais eficiente no setor de organização, no entanto, as pessoas tem grande preconceito com as pessoas autistas pela dificuldade em lidar socialmente, a notícia demonstrou ser apenas uma questão de alinhamento entre habilidades e desenvolvimento de tarefas.
Além disso, durante a maior parte da história da humanidade as deformidades foram tomadas como incapacitações, como exemplo, a cidade de Barbacena é conhecida historicamente pelos hospícios , os quais eram destino de pessoas com déficits mentais e os tratamentos realizados eram torturantes, dando origem ao livro “O holocausto brasileiro”. Nesse sentido, a mentalidade da maior parte da sociedade ainda associa deficiência e incapacidade como sinônimos. dificultando a inclusão social e econômica desses cidadãos.
Portanto, medidas são necessárias para coibir esta intempérie. Assim, cabe ao Ministério da Educação, como órgão máximo na área, incluir o estudo de deficiências físicas e mentais na grade curricular por meio de palestras e especialistas que dialoguem com os estudantes sobre as necessidades e formas de inclusão dos indivíduos com alguma deformidade, além disso, deve-se incluir libras e braile como matérias obrigatórias,com o intuito de informar a sociedade e reduzir o enquadramento em padrões.