Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 27/12/2020

No romance “Capitães da Areia”, a questão da deficiência é retratada por meio de um dos personagens principais, que sofreu abusos e discriminações ao longo da narrativa. A par disso, nota-se que tal atitude direcionada aos deficientes é uma permanência histórica que precisa ser solucionada. No entanto, a carência por representatividade e inclusão do deficiente são desafios para o combate ao capacitismo no Brasil. Logo, faz-se importante pensar em medidas que possam mitigar tal problemática.

À priori, percebe-se que a deficiência  é geralmente representada de forma estigmatizada, o que transforma determinados padrões corporais e fisiológicos em fatores de segregação. Isso pode ser exemplificado pelo argumento de Foucault , presente na obra “A História da Loucura”, segundo o qual se afirma que os discursos excludentes são responsáveis pela segregação dos indivíduos que não se encaixam nos ideias determinados pela sociedade. Portanto, nota-se que a falta de representatividades construtivas acerca da deficiência  é um empecilho para o combate à discriminação do deficiente no Brasil.

Além disso, mostra-se imperioso salientar que a falta de inclusão do deficiente nos ambientes de sociabilização inviabiliza o combate ao capacitismo, já que se trata de uma forma de discriminação. Outrossim, não basta somente permitir o acesso dos deficientes aos ambientes sociais, pois, segundo Habermas, “incluir não é só trazer para perto, mas também é respeitar e crescer junto”. Por conseguinte, faz-se necessário pensar em formas de promover, sobretudo, o respeito aos deficientes.

Em suma, a falta de representatividade e inclusão do deficiente é um empecilho para o combate ao capacitismo. Assim, faz-se importante o planejamento de projetos e programas de conscientização, que veiculados às mídias, ONG’s e instituições, visem promover não somente a acessibilidade, como também instigar o respeito e o combate aos estigmas sociais ainda presentes na representação do deficiente. Quiçá, assim, será possível solucionar a problemática abordada no romance de Jorge Amado.