Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 02/01/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Conquanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que alguns indivíduos portadores de deficiência são excluidos da sociedade devido ao sucateamento do governo sobre o assunto e falta de empatia da população. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, para que esses seres humanos sejam integrados na comunidade e a Utopia alcançada.

Precipuamente, é imperativo ressaltar que o capacitismo (descriminação ou violência contra pessoas deficientes) deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Acerca dessa lógica, segundo Thomas Hobbes, “o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população”, no entanto, isso não ocorre no Brasil. Sob essa ótica, devido à falta de atuação das autoridades, as pessoas portadoras de algum tipo de deficiência são excluídas das atividades em sociedade por causa da atribuição de um rótulo de incapacidade. Com isso, muitas delas desenvolvem doenças mentais, como a depressão, a qual é causada por uma tristeza prolongada graças a essa situação. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal, com o intuito de assegurar a qualidade de vida da população sugerida por Hobbes.

Outrossim, é fulcral pontuar que o problema está na forma de pensar da sociedade. Partindo desse pressuposto, observa-se que indivíduos com dificuldades de desenvolver alguma atividade são considerados inaptos e, assim, não são totalmente inclusos na comunidade. Todavia, o Artigo 5º, da Constituição Federal, promulgada em 1988, repudia esse tipo de atitude, já que nele está garantido a igualdade e afirmado que todos são iguais perante a lei, sem distinções de qualquer natureza. Dessa maneira, medidas são necessárias, a fim de combater o capacitismo e alterar a consciência da população no quesito igualdade.

Portanto, com o intuito de mitigar a exclusão de alguns indivíduos do corpo social, nessecita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio das prefeituras municipais, será revertido na criação de projetos que introduzam todas pessoas na sociedade, por meio de palestras e atividades recreativas que instiguem o amor ao próximo e a eliminação das diferenças. Ademais, será criado um canal de denúncias, para que os praticantes possam ser identificados e punidos. Destarte, o que consta no Artigo 5º será posto em prática, o capacitismo será combatido e a caletividade alcançará a Utopia de More.