Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 14/01/2021
O filme “A teoria de tudo” retrata a história de vida do astrofísico Stephen Hawking e os desafios enfrentados por ele para a construção de sua carreira. Conforme o relato, depois do diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica, o físico encara as limitações físicas e sociais impostas. De maneira análoga, tal cenário não destoa do capacitismo presente atualmente no Brasil. Em virtude da construção de padrões midiáticos e do preconceito social esse problema se atesta distante do fim.
Sob essa perspectiva, a padronização de modelos na mídia é preocupante. Segundo o livro “A sociedade do espetáculo”, de Guy Debord, no sistema capitalista os meios de comunicação são usados como instrumentos de influencia que induzem pensamentos e condutas sociais. Nessa óptica, a representatividade de pessoas deficientes no mundo midiático, que é mínima, transmite a ideia de incapacidade ou supervalorização dos indivíduos. Portanto, é intensificada a segregação desse grupo e dificultada a quebra de paradigma.
Outrossim, o comportamento preconceituoso do corpo social com os deficientes é visivelmente problemático. Acerca disso, no filme “Extraordinário”, um menino com deformidades no rosto ao ir à escola pela primeira vez revela as dificuldades do convívio social e a discriminação que o rotula como incapaz. Nesse sentido, a representação ilustra os estereótipos providos de preconceito presentes na sociedade. Desse modo, o capacitismo é acentuado e dificulta o combate dessas práticas.
Logo, faz-se necessário medidas para amenizar esse impasse. Por isso, cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável pelas políticas nacionais educativas, por meio das mídias sociais, investir em programas televisivos interativos e instrutivos com o protagonismo de deficientes, a fim de promover uma representatividade maior e uma concepção diferente sobre esse grupo social. De tal forma que esses programas estimulem o combate ao capacitismo na sociedade brasileira. Só assim, assegurando mais qualidade de vida para pessoas como Hawking.