Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 03/01/2021

Policarpo Quarema, protagonista de Lima Barreto, do clássico livro “O triste fim de Policarpo Quaresma”, sempre teve como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, a desponderação quanto ao debate e ao combate do capacitismo que é um empecilho na vida das pessoas deficientes, pois coloca o país ainda mais distante do imaginado pelo sonhador personagem. Nesse sentindo, os fatores que contribuem para essa querela são oriundos pela negligência governamental, e também pela má influência midiática.

Em primeiro lugar, é evidente que as baixas ações governamentais é um fator determinante para essa situação, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. De maneira análoga ao filósofo italiano Nicolau Maquiavel, a obra “O Príncipe”, para manter no Poder, o governo deve operar tendo como objetivo o bem universal. Entretanto, é notório que a falta de discussão quanto a capacidade real de todas as pessoas rompe essa paridade, já que o Estado brasileiro não cumpre sua função de efetivar direitos imprescindíveis, como ressaltar a igualdade jurídica e o bem estar social, que é impossibilitado pelo discurso do capacitismo que tem vieses preoconceituosos impregnados em suas raízes. Dessa forma, é evidente que existem falhas no princípio da isonomia, no qual todos deve ser tratado igualmente.

Outrossim, a má influência midiática ainda é um grande impasse à solução da questão. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez promover debates que elevem o nível de informação da população com campanhas contra o capacitismo, influencia na consolidação e persistência da existencia da violencia simbólica perante a existência de discriminação, bem como, análogos ao capacitismo.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, o Governo Federal, responsável por regar e organizar a sociedade, deve ampliar a distribuição de propagandas, por meio de mídias socias, como publicidades no “Facebook” e “YouTube”, a fim de promover o interesse do público com as atividades supracitadas, uma vez que as redes socias integram pessoas de diferente classes e culturas, o que possibilita um maior alcance de tais campanhas na sociedade brasileira.