Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 28/12/2020
A obra “Utopia”, de Thomas More, retrata uma sociedade perfeita, sem conflitos ou problemas. Porém, no Brasil as pessoas com deficiência estão longe de atingir esse estado de perfeição, uma vez que diariamente enfrentam os desafios para o combate ao capacitismo. Isso é resultado do escasso debate acerca do assunto e a consequente prática do capacitismo pelas próprias famílias desses indivíduos.
Em primeira análise, vale ressaltar que o deficiente papel do Estado em promover campanhas sobre o assunto é agravante dessa situação. Nesse viés, de acordo com Aristóteles, “a política deve promover o afeto entre as pessoas de uma sociedade”. Porém, atualmente no Brasil, é possível observar a escassez de políticas públicas que promovam discussões sobre o capacitismo, pelo contrário, as campanhas existentes contribuem para que ações capacitistas persistam.
Além disso, em consequência da falta de informação, as próprias famílias acabam praticando o capacitismo. Sobre isso, o filme “Amizades improváveis” retrata a história de um jovem que não possui os movimentos do pescoço para baixo e que passou a maior parte da vida preso em casa devido o excesso de cuidado e proteção de sua mãe. Nesse sentido, fora da ficção, muitos indivíduos com deficiência sofrem com esse tipo de situação e consequentemente com os problemas, como a falta de auto confiança, ao se inserirem na sociedade.
Evidencia-se, portanto, que é necessário iniciativas eficientes para resolver esse entrave. Diante disso, o Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Educação e Cultura, por meio da criação de políticas públicas que introduzam nas escolas palestras e abordagens recorrentes sobre o capacitismo, deve promover a reeducação de jovens e seus familiares, com o intuito de combater preconceitos, mas sem praticar o capacitismo. Assim espera-se que o corpo social brasileiro chegue mais perto de um dia ser como a sociedade que Thomas More prega.