Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 28/12/2020
Antigamente, na cultura indígena, em algumas tribos, quando nascia uma criança com alguma deficiência fisíca, logo era dada em sacrifício. Essa visão de preconceito e superioridade enraizada nas pessoas ditas como “normais”, ainda se mostra um grande problema no Brasil. Apesar dos esforços para inclusão desses indivíduos, a falta de acessibilidade ainda representa um enorme desafio. Pode-se dizer então, que a intença discriminação e exclusão, que configura o capacitismo, são os principais responsáveis pelo quadro atual.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a evidente barreira social construída historicamente contra os deficientes. Na série “The good doctor”, o médico autista, apesar de muito qualificado, sofre descriminação por sua condição. Fora da televisão, essa é uma realidade vivenciada por diversas pessoas no mercado de trabalho, no dia a dia, nas escolas, ou quando buscam uma qualificação. Devido ao padrão criado pela sociedade, qualquer pessoa que fuja dele se torna alvo de preconceito, no caso de alguma deficiência, seja ela visual, auditiva, mental ou física, já é tida como incapaz, começando daí a exclusão. Logo, o combate a discriminação é necessário para garantir o bem-estar social.
Outrossim, a falta de acessibilidade aos deficientes também pode ser apontado como responsável pelo problema. No filme “O milagre de Anne Sullivan”, baseados em fatos reais, retrata uma garotinha cega, surda e muda, que aprende a falar, ver e ouvir por meio do tato. Nesse sentido, nota-se que o deficiente não precisa de piedade e sim de instrução. Ademais, um dos problemas que causam à exclusão dessas pessoas é também, a carência de acessibilidade dos lugares, seja no ambiente coorporativo ou público, tornando-os de dificíl acesso para aqueles que necissitam de alguma adaptação. Desse modo, é evidente a despreparação do país para inclusão do deficiente.
Infere-se, portanto, que, para o combate ao capacitismo ser efetivo, a população, como conjunto de indivíduos que compartilham de mesmos valores culturais e socais, deve, por meio de campanhas nas redes sociais, iniciar um movimento com a #SomosTodosIguais e com textos que coloque em pauta a discriminação e exclusão vivienciada por diversas pessoas em todo Brasil, com o fito de acabar com o preconceito e homogenizar a população. Além disso, o Governo Federal, como instância máxima de administração, deve tornar os locais públicos mais acessíveis aos deficientes, com rampas de acessos por exemplo, bem como exigir de empresas o mesmo, e ainda em conjunto com o Ministério da Educação, deve criar projetos que promova à inclusão social, dando suporte e instrução aos mesmos, só assim o capacitismo será combatido.