Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 28/12/2020

A música “Ser diferente é normal” do compositor Vinicius Castro, explica a singularidade entre as pessoas, questiona o capacitismo presente na sociedade brasileira e exalta a riqueza e normalidade presente nas diferenças. Conquanto, tal admiração demostrada pelo músico não tem se reverberado, tendo em vista que há a persistência do pensamento capacitista no Brasil. Nesse prisma, destacam-se o capacitismo estrutural e a má representação midiática das pessoas com deficiências, sendo assim, fatores que fomentam as percepções preconceituosas e muito equivocadas.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar o capacitismo enraizado nas estruturas sociais brasileiras. Nesse sentido, segundo as ideias do sociólogo alemão Émile Durkheim, a sociedade é regida pela coercitividade, que é a força exercida pelos padrões de normalidade cultural e rejeição as diferenças. Nesse sentido, tal fato social fomenta o capacitismo diante da diferenciação, que é vista nas estruturas da sociedade como escolas, lares e esportes. Logo, nota-se um pensamento atrasado e estruturalizado no país.

Além disso, é fundamental apontar a representação problemática de pessoas com deficiência como impulsionador do capacitismo. Por exemplificação, tem-se o filme estadunidense “Deby e Loyde”, já no título faz referência a um termo pejorativo e passa uma visão deplorável de indivíduos com deficiência intelectual. Diante de tal exposto revoltante, percebe-se tais representações equivocadas como um completo desserviço a luta contra o capacitismo. Assim, é inadmissível esse cenário deletério perdurar.       Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esse pensamento capacitista. Para isso, é imprescindível que a Secretaria de Comunicação (Secom) faça uma campanha de boicote ao capacitismo, por meio de uma dura fiscalização de materiais midiáticos para evitar descriminação, com a aplicação de multas e restrições a obras, criar vídeos informativos sobre as deficiências com palestras em espaços públicos. Somente assim, se consolidará uma sociedade que entenda as diferenças como algo norma, conforme o cantor Vinicius Castro.