Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 28/12/2020

Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948,a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito ao respeito.Conquanto,tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão do capacitismo no Brasil,dificultando,deste modo,a universalização desse direito social tão importante.Diante dessa perspectiva,faz-se indispensável a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise,deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater esse problema.Nesse sentido,esta falha permeia a sociedade e culmina numa série de consequências,como comportamentos que hierarquizam as pessoas de acordo com a adequação de seus corpos,em relação à discriminação de pessoas com deficiência.Essa conjuntura,segundo o filósofo contratualista John Locke,configura-se como uma violação ao ‘‘contrato social’’,já que o estado não cumpre sua função de garantir os direitos aos cidadãos,o que infelizmente é evidente no país.

Ademais,é fundamental apontar influências hitóricas que contribuem para o capacitismo no Brasil: no século XIX as pessoas com deficiência serviam como atração nos ‘‘freak shows’’(show de aberrações),eventos circenses que apresentavam os deficientes como pessoas limitadas e deprimentes.Como consequência disso,existe ainda nos dias atuais,uma sociedade preconceituosa pautada na ideologia de segregação,que lamentavelmente discrimina e consequentemente exclui as pessoas com deficiência do convívio em comunidade.Logo,é inadmissível que este cenário continue a perdurar no país.

Infere-se,portanto,que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor.Para isso,é imprescindível que o Ministério da Família e Inclusão Social promova comerciais de televisão e palestras em escolas,aprofundando os conhecimentos em direitos sociais,principalmente o respeito e a dignidade,com o intuito de gerar reflexão sobre a importâcia de se desconstruir um pensamento discriminatório.Dessa maneira,o estado desempenha corretamente seu ‘‘contrato social’’,tal como afirma John Locke.