Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 30/12/2020

Segundo o escritor Gilberto Dimenstein, “A cidadania é garantida por lei dos seres humanos nascerem livres e iguais em dignidade e direitos”. Todavia, a sua obra “Cidadãos de papel” retrata um indivíduo que possui os seus direitos básicos apenas na legislação, uma vez que o personagem não usufrui de liberdades positivas. Nesse sentido, a uniformização da sociedade em cidadãos de papel assemelha-se ao protagonista da composição nacional, dado que o Estado não garante a igualdade perante à constituição, visto que o Brasil é palco de preconceito contra pessoas com deficiência.Tal problemática está associado à falta de políticas educacionais e ao entendimento errôneo da liberdade de expressão.

Primeiramente, muitos dos atos discriminatórios contra pessoas portadoras de deficiência decorrem da falta de políticas educacionais sobre o tema. Nesse sentido, o filme “A teoria de tudo” retrata a vida e a trajetória do físico Stephen Hawking, portador de uma doença degenerativa chamada Esclerose Lateral Amiotrófica. Na obra, torna-se evidente a dificuldade do cientista em obter reconhecimento no campo profissional devido ao preconceito. Desse modo, o professor Hawking precisa, através da educação e quebra de paradigmas, mudar a realidade social a respeito de sua capacidade. À vista disso, consoante ao educador Paulo Freire, a educação sozinha não transforma ninguém e sem ela a sociedade muda. Dessa maneira, a implementação de políticas educacionais é fundamental para a orientação do comportamento das pessoas.

Por outro lado, os transgressores de ofensas contra tais grupos minoritários, apropriam-se de um entendimento errado do conceito da liberdade de expressão, visto que segundo o filósofo Herbert Spencer, “A liberdade de um termina onde começa a do outro”. Analogamente, o respeito em uma sociedade coesa se sobressai quanto a liberdade de se expressar, dado que os direitos dos intolerantes, garantido pelo Estado, corroboram para a naturalização de tais atitudes, que nesse viés são impostos às gerações. Contudo, de acordo com a lei 7716, de 1989, é proibido “praticar ou incitar, pelos meios de qualquer natureza, discriminação ou preconceito étnico, por religiosa ou  deficiência. É evidente que a livre manifestação de pensamentos não pode infringir dignidade de outrem.

Portante, é necessário mitigar a problemática. Cabe ao governo administrar maior parte do PIB do Estado para o Ministério da Educação, por meio de economistas que distribuirão o montante igualmente para cada município. Isto posto, as escolas poderão investir em professores especializados para planejar, organizar e dar aulas inclusivas para as pessoas com deficiência, por meio de projetos e trabalhos escolares que possam integrar os alunos e permitir o conhecimento sobre a diversidade. Assim, os discentes poderão envolver tal grupo minoritária na sociedade e mitigar atitudes capacitistas.