Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 28/12/2020
A série “Atypical”, da Netflix, conta a história do jovem autista, Sam, em sua busca por um relacionamento afetivo e os entraves enfrentados no seu cotidiano. Paralelamente, contempla-se na sociedade brasileira uma extensão de condutas discriminatórias configuradas como capacitismo aos deficientes. Logo, faz-se necessária uma análise dessa conjuntura sob a perspectiva da ignorância populacional e da importância da educação para solucionar o problema.
A princípio, a ignorância da população brasileira atua como instrumento de manutenção dessa problemática. Tendo isso em vista, o Realismo, como escola literária, é marcado por diversas críticas às condutas negativas da sociedade, como o preconceito contra pessoas deficientes. De maneira semelhante, no mundo hodierno, as atitudes da sociedade são regidas por um processo histórico de construção, haja vista que vestígios de uma humanidade preconceituosa persistem e, consequentemente, contribuem para a legitimação da ignorância da nação.
Além disso, é inegável que a prática educativa é essencial para reverter o cenário supracitado. Sob esse prisma, segundo Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Considerando o que foi dito pelo filósofo, é notório o poder de transformação presente no âmbito educacional, pois com um preparo voltado para o desenvolvimento de uma cidadania saudável, dentro das instituições de ensino, os cidadãos estarão menos propícios a tornarem-se indivíduos ignorantes e desrespeitosos.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combate ao capacitismo no Brasil. Para tanto, compete ao Ministério da Educação promover, periodicamente, minicursos sobre respeito aos indivíduos portadores de deficiência, por intermédio da mídia ,que atuará como veículo de difusão das informações, a fim de garantir que práticas discriminatórias não ocorram. Dessa forma, os cidadãos brasileiros não continuarão vivendo em uma realidade análoga à trama de “Atypical”.