Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 31/12/2020
Com a Exposição Universal de París, no séc. XIX, houve os chamados ‘zoológicos humanos’. Pessoas de diferentes etnias e deficiências eram expostas - muitas vezes em jaulas - como forma de espetáculo para o público vigente. Por conseguinte, tal discriminação se reflete na realidade brasileira, uma vez que a sociedade tecnológica e a estrutura escolar mal preparada corroboram para a permanência do capacitismo.
Em primeiro lugar, é evidente o modo de como a população cada vez mais conectada influencia no processo discriminatório. De acordo com o físico alemão Albert Einstein, é chocantemente óbvio que a tecnologia excedeu a humanidade. Em viés desse pensamento, torna-se evidente a necessidade que o jovem tem de se manter fisicamente em padrões midiáticos, uma vez que ‘curtidas’ e engajamentos em redes sociais são mostradas como um sinal de ‘status’ para o indivíduo moderno. Sendo assim, o deficiente sente-se excluído dessa comunidade haja vista que o mesmo não possui o devido empenho requerido pelas redes.
Outrossim, vale destacar o papel relevante que as instituições de ensino devem ter para manter o conforto do deficiente. Segundo o Instituto Locomotiva, no ano de 2019, 22% dos alunos de São Paulo sofriam ‘bullyng’ em escolas públicas. Com isso, o cenário acadêmico, que possúi uma função de acolhimento, torna-se hostíl para jovens incapacitados que procuram um melhor envolvimento coletivo. Ademais, faz-se imprescindível a necessidade de um melhor sistema social no âmbito escolar.
Portanto, é de fundamental importância que se tome medidas para manter saudável a realidade do deficiente. Logo, é papel do Ministério da Educação, com o uso de palestras e campanhas públicas, conscientizar crianças e adolescentes acerca da boa convivencia com indivíduos incapacitados,formando assim, jovens que respeitam as demais diferenças. Cabe também ao Estado, através de benefícios fiscais, estimular empresas à empregar deficientes no setor corporativo, a fim de fixar uma sociedade com oportunidades justas e longe de discriminações como a do séc. XIX.