Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 07/01/2021
O alemão Max Weber, um dos principais teóricos da sociologia, no viés político dessa área, contribuiu com a Teoria da Dominação, que trata dos modos de poder existentes nas sociedades. Em relação à dominação legal, ocorrente por meio das leis e suas aplicações, é evidente um distanciamento de sua efetividade, sobretudo no que se refere à persistência do capacitismo no Brasil. Essa problemática está sustentada por uma apatia governamental com a situação, além de uma deturpada perspectiva social a respeito do assunto.
Na série “The Good Doctor”, Shawn é um médico que, por ser autista, encontra dificuldades para ter suas opiniões consideradas por outros colegas de profissão. Nesse sentido, as atitudes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário devem ser questionadas, haja vista que os brasileiros portadores de deficiências também são vítimas dessa concepção capacitista que os trata como incapazes. Assim, pode-se comparar tal aspecto como uma “Bioquímica Social”, pois as pequenas partículas componentes de um corpo, quando não atuam adequadamente, podem adoecê-lo. Nesse caso, trata-se de órgãos vitais inteiros, os poderes da República, os braços, o cérebro e o coração do país, que, juntos, são responsáveis pela saúde nacional e, portanto, devem resolver as questões relacionadas à manutenção de atitudes exclusivas no corpo social.
Entretanto, essa adversidade não se resume apenas à inconsequência dos poderes, mas também a uma ofuscada percepção da sociedade civil em relação àquilo que acontece no meio de convivência. Tal vertente está relacionada a um capital cultural edificado sobre baixa ou dubitável escolarização, que estagna o processo evolutivo dos cidadãos. Dessarte, a formação humana é determinante para a “sucessão ecológica” das pessoas, ou seja, o progresso tem que ocorrer de modo a conseguir o máximo desenvolvimento possível. Nesse sentido, compromete essencialmente a ação dos indivíduos na busca por projetos capazes de oportunizar que todos tenha conhecimento a respeito da importância de problematizar atitudes capacitistas, que são uma barreira para a efetiva inclusão de deficientes na sociedade.
Portanto, para resolver-se o impasse, é preciso a união das forças dos governos e do povo. Para tanto, é fundamental que ações mais eficientes sejam empregadas. Nesse âmbito, é essencial que os órgãos de regulamentação do trabalho realizem as devidas fiscalizações, visando certificar-se de que os direitos de todos sejam respeitados. Além disso, as escolas e as entidades midiáticas podem sediar eventos e debates que, assim, fomentem uma maior nitidez à sociedade quanto à necessidade de garantia da acessibilidade. Somente assim, será possível alcançar a sonhada sanidade.