Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 06/01/2021

Segundo a Constituição Federal brasileira, portadores de deficiências têm garantidos os mesmos diretos que os demais cidadãos, além do direto à acessibilidade. No entanto, na questão do combate ao capacitismo existem desafios a serem enfrentados. Como a pouca acessibilidade e a exclusão social dos deficientes.

Primeiramente, no filme “Como as estrelas na terra: toda criança é especial”, o protagonista é um menino que sofre de dislexia e pela falta de um acompanhamento adequado na escola, reprovou e precisou repetir a série em que estava. Isso o levou a sofrer com bullying e problemas em casa, até ser levado a um internato, onde também não foi capaz de receber o auxílio necessário. Assim, para combater o capacitismo, observa-se o desafio da falta de acessibilidade em vários âmbitos da vida de pessoas portadoras de deficiências, como o da educação, da saúde física e psicológica, do convívio social, entre outros. Visto que, quanto mais difícil é para elas terem uma vida normal, mais tendem a ser vistas como pessoas diferentes.

Além disso, a teoria do livro “Sociedade do espetáculo”, diz que as pessoas tendem a viver suas vidas com se elas fossem espetáculos para entreter a sociedade, mostrando apenas perfeição e escondendo os defeitos, enquanto criam ideais físicos e ideológicos na sociedade. Nesse contexto, existe outro desafio para combater o capacitismo: a exclusão social. Ela ocorre porque os deficientes não se encaixam nos ideais criados pela sociedade, e assim, são tratados como diferentes dos demais e colocados em um grupo separado do grupo das pessoas “normais”. Dessa forma, alguns os tratam como coitados, enquanto outros os tratam como imperfeitos, porém, em ambos os casos, eles sofrem por serem excluídos.

Diante do exposto, o Governo deve melhorar a acessibilidade e aumentar a inclusão social dos portadores de deficiência, por meio de mais destinação de verbas para projetos de auxílio para eles e de campanhas promotoras da igualdade social, para que o capacitismo seja devidamente combatido. Só então, a qualidade de vida dos deficientes melhorará.