Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 29/12/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à vida, ao trabalho e ao bem-estar social. Entretanto, a realidade no Brasil caracteriza-se com uma problemática no que diz respeito aos desafios para o combate ao capacitismo. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar fatores como a lenta mudança na mentalidade social e o silenciamento da temática, além de explorar condutas conscientes por toda a população brasileira.
A princípio, considerando que a invisibilização é uma causa latente para a supressão do capacitismo, deve-se destacar a necessidade de um maior engajamento socioeducativo e histórico. Nesse sentido, observa-se que, diante da falta de representatividade, da má influência midiática e, em particular, da carência de debates acerca da discriminação de pessoas deficientes, é inegável a presença de hierarquizações danosas em função da validez física e motora dos indivíduos deficitários. Afinal, segundo Foucault, teórico social, na sociedade pós moderna, muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas.
Outrossim, outro fundamento para configurar a adversidade de extinguir o capacitismo é a vagarosa transição do intelecto societário. Para Émile Durkheim, sociólogo francês, “o fato social é a maneira coletiva de pensar e agir”. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão de desvalorizar ou humilhar uma pessoa com deficiência é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo. Dessa forma, o estímulo de expor a hostilidade da invalidação pessoal exige dedicação, não apenas dos setores públicos e sociais, mas também da comunidade que deve garantir essas modificações.
Portanto, mais do que um tema pertinente, os desafios para combater o capacitismo no Brasil representam grandes objeções. Para que cessem, o Ministério da Educação e da Saúde, como setores governamentais responsáveis, respectivamente, pelo ensino de base e manutenção da saúde pública, devem propagar a utilidade do pluralismo identitário, bem como a imparcialidade trabalhista e a compreensão integrativa. Para tanto, por meio da valorização de profissionais educadores que difundam os ideais adequados, da disseminação de exposições coletivas e, sobretudo, de fiscalizações regulamentadas, a fim de assegurar o progresso moral e ético dos brasileiros. A partir dessas ações, espera-se propiciar melhores vivências acessíveis.