Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 29/12/2020
Na antiga Esparta, os indivíduos que nasciam com alguma deficiência eram mortos. Analogamente, nos dias atuais, devido ao avanço das sociedades, não ocorre mais tal barbárie, porém, por conta de uma questão cultural e uma inércia estatal, essas pessoas ainda enfrentam vários preconceitos. Assim, na tentativa de solucionar o problema, é necessário analisar os desafios para o combate ao capacitismo no Brasil.
A princípio, percebe-se que esse problema, devido a um legado histórico, faz parte da cultura nacional, o que dificulta seu combate. Sob esse viés, ao longo da história do país os portadores de deficiência sempre foram marginalizados, porém, esse quadro começou a ser alterado de fato no final do século 20 com a conquista de direitos por essas pessoas deficientes. Contudo, mesmo assim, por conta desse longo período com uma postura capacitista, esse preconceito foi " enraizado na mentalidade da população. Por exemplificação, tem-se o uso de palavras como: aleijado, cego e autista usados como xingamentos, o que coloca esses indivíduos com essas condições medicas numa posição inferior a uma pessoa biologicamente normal.
Dessa forma, é evidente que a inércia do estado diante desse quadro se torna um dos desafios para esse combate. Por analogia, segundo o sociologo brasileiro Herbert Souza, são 5 os elementos que toda democracia deve ter, dos quais se destacam: a igualdade, a solidariedade e a diversidade. Todavia, por conta da ausência do governo em conscientizar os cidadãos que esse postura social diante dos indivíduos portadores de deficiência é errada, esses requesitos são deixados de lado, o que torna o poder não-democrático, visto que ele parece excluir esse grupo marginalizado.
Portanto, visto os desafios para o combate ao capacitismo, algo deve ser feito a respeito. Logo, cabe ao Ministério da Cidadania conscientizar a população sobre essa postura preconceituosa, o que deve ser feito por meio de palestras que mostrem como identificar esse problema no cotidiano e como erradicá-lo. Assim, isso deve ser feito para que os portadores de deficiência deixem de ser colocados numa posição de inferioridade e que todos os elementos democráticos, propostos por Herbert, sejam colocados em prática.