Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 29/12/2020

Em 5 de outubro de 1988, foi promulgada a Constituição que se encontra em vigência no Brasil, a qual garante direitos sociais, como ao bem-estar social. No entanto, ainda existem problemas para combater o capacitismo brasileiro, o que impede que tais vítimas usufruam de tal direito. Ademais, é visível que o preconceito e as barreiras sociais são agravantes dessa problemática.

Primeiramente, vale ressaltar que o preconceito não é algo novo. Na Grécia, cidade-estado de Esparta, o recém nascido que tivesse alguma forma de deficiência era sacrificado, já que era visto como incapaz. Diante disso, fica evidente que esse pensamento preconceituoso está enraizado nas pessoas. Dessa forma, atitudes não tão drásticas mas ainda sim nocivas ocorrem, como fazer piadas com a situação em que a pessoa se encontra. Consequentemente, atitudes como essa excluem esse cidadão da sociedade, o que deploravelmente, ocorre com o capacitismo.

Além disso, essa exclusão acaba por aumentar as barreiras sociais para esses indivíduos. Segundo uma pesquisa realizada pela fundação ‘‘Ruderman Family Foundation’’, apenas 50% dos programas televisivos norte-americanos, têm pensonagens com algum tipo de deficiência. Com isso, é notório que existe uma preferência em não ilustrar tal condição, já que é visto como algo incapacitante e não apenas diferente. Por conseguinte, infelizmente, fica clara a exclusão dessa parcela da sociedade, os tornando invisíveis.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para combater esse capacitismo. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Cidadania realizarem nas escolas, públicas e privadas, campanhas de concientização com vídeos educativos e apostilas, por intermédio de professores e especialistas, para que os alunos vejam que essa condição não é algo limitante e sim apenas diferente, e no decorrer disso criem discernimento e visão crítica própria. Seguindo esses passos, o país alçará a uma verdadeira Democracia de Direito.