Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 29/12/2020
O filme “Extraordinário”, digirido por Stephen Chbosky, retrata um garoto, Auggie Pullman, que nasceu com uma deformidade facial e precisou realizar 27 cirurgias plásticas e aos 10 anos começou a frequentar o ensino regular nas ecolas, em que foi alvo de diversos tipos de violência, como o bullying. Analogamente, percebe-se que essas atitudes discriminatórias está presente em todo território brasileiro. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste devido ao preconceito enraizado e a negligência de aparatos jurídicos.
Inicialmente, é importante ressaltar que as pessoas com deficiência (PCD) são submetidas, frequentemente, a algum tipo de violência. A exemplo disso, o conceito denominado “Violência Simbólica”, elaborado pelo sociólogo francês, Pierre Bourdieu, o qual afirma que, existe um formato de ação repressiva exercida pelo corpo sem coação física, em que causa danos morais e psicológicos. Visto isso, entende-se que o capacitismo é um modelo de violência, uma vez que, coloca em dúvida a capacidade de pessoas com deficiência de realizarem funções básicas inerentes aos seres humano, como estudar e possuir uma vida social saudável, o que ocasiona diversos prejuízos a esse grupo de indivíduos. Além disso, nota-se, na contemporaneidade, a existência de aparatos jurídicos para garantir a cidadania das PCDs , como o Estatuto da Pessoa com Deficiência, mas são inadequados os recursos disponibilizados pelo Governo na concretização desse direito.
Ademais, é imperativo pontuar que as consequências do capacitismo estão relacionadas à exclusão social e ao desenvolvimento de manifestações psicossociais. Tendo como exemplo disso, a Política Nacional de Educação Especial (PNEE), em que propõe a criação de escolas direcionadas, exclusivamente, para atender pessoas com deficiência, mas segundo especialistas dessa área educacional, essa atitude configura uma forma de exclusão. Isso acontece, pois esse grupo de pessoas não possuirão contato com outras culturas, como as pessoas que não possuem algum tipo de deficiência, o que restringirá o conhecimento cultural das PCDs. Somado a isso, pode-se analisar o desenvolvimento de doenças psicossociais, como ansiedade e depressão, devido a restrição do acesso de diversos locais públicos em razão da falta de acessibilidade.
Portanto, é notório que o capacistismo no país precisa ser atenuado. Sendo assim, cabe ao Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação, promover palestras socioeducativas sobre as pessoas com deficiência, especialmente, com auxílio de pessoas formadoras de opiniões, como a influenciadora PCD, Alessandra Martins, que irá demonstrar aos indivíduos atitudes preconceituosas que esse grupo é submetido, a fim de minimizar ess tipo de violência na sociedade.