Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 27/10/2022
O seriado norte-americano “American Horror Story” produziu uma temporada, na qual pessoas com deficiência estrelavam um “show de horrores”. Todavia, essa discriminação ainda é reproduzida no Brasil, e os deficientes ainda são tratados com preconceito, em especial no que concerne à marginalização social e ao estigma enraizado. Sendo assim, é fulcral a adoção de medidas que mitiguem o infortúnio.
À vista desse cenário, a indiferença do corpo social motiva o capacitismo. Sob esta ótica iminente, o escritor alemão Franz Kafka relatou, em seu livro “A Metamorfose”, como os indivíduos que não produzem perdem suas funções sociais. Nessa lógica, os deficientes são recebidos como inválidos pelo corpo social e, como denunciado por Kafka, excluídos da comunhão e privados de seus direitos de cidadão, como a isonomia. Destarte, é medular promover a participação social das pessoas com deficiências.
Outrossim, o estigma histórico corrobora para a persistência do problema. Consoante a isso, a filósofa judia Hanna Arendt, em sua obra “Banalidade do Mal”, disserta como a atitude preconceituosa passa a ser inconsciente quando os indivíduos normalizam tal situação. De maneira análoga, essa banalização do capacitismo reforça a discriminação e, por conseguinte, reduz o deficiente a uma visão esteriotipada e contribue para a marginalização desse grupo. Dessarte, revela-se a imprescindibilidade de desconstruir a visão capacitista.
Portanto, com o fito de combater o capacitismo no país, as escolas, responsáveis pela formação do senso crítico, devem desconstruir a discriminação contra os deficientes, por intermédio de palestras ministradas por profissionais da saúde e pessoas com deficiências variadas. Além de desmistificar a esteriotipização, incentiva a comunhão dos deficientes, para estimular a inserção e valorização dessas pessoas nos ambientes sociais e profissionais. Assim, cenas como a de “American Horror Story” serão apenas ficções.