Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 29/12/2020

A obra “Utopia”, de Thomas More, retrata uma sociedade perfeita, sem conflitos ou problemas. Porém, no Brasil as pessoas com deficiência estão longe de atingir esse estado de perfeição, uma vez que diariamente enfrentam os desafios para o combate ao capacitismo. Isso é resultado do escasso debate acerca do assunto e da prática do capacitismo pelas próprias famílias desses indivíduos.

Em primeira análise, vale ressaltar que o deficiente papel do Estado em promover campanhas sobre o assunto é agravante dessa situação. Nesse viés, de acordo com Aristóteles, “a política deve promover o afeto entre as pessoas de uma sociedade”. Porém, atualmente no Brasil, é possível observar a escassez de políticas que promovam discussões sobre o capacitismo, prova disso é que nem o termo “capacitismo” é registrado na legislação brasileira, segundo o senador Flávio Arns.

Além disso, em consequência da falta de informação, as próprias famílias acabam praticando o capacitismo. Sobre isso, o filme “Amizades improváveis” retrata a história de um jovem que não possui os movimentos do pescoço para baixo e que passou a maior parte da vida preso em casa devido ao excesso de cuidado e proteção de sua mãe. Nesse sentido, fora da ficção, muitos indivíduos com deficiência sofrem com esse tipo de situação e consequentemente com os problemas, como a falta de autoconfiança, ao se inserirem na sociedade.

Evidencia-se, portanto, que são necessárias iniciativas eficientes para resolver esse entrave. Diante disso, o Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Educação e Cultura, por meio da criação de políticas públicas que introduzam nas escolas palestras e abordagens recorrentes sobre o capacitismo, deve promover a reeducação de jovens e seus familiares, com o intuito de combater preconceitos, mas sem praticar o capacitismo. Assim espera-se que o corpo social brasileiro chegue mais perto de um dia ser como a sociedade que Thomas More prega.