Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 23/04/2021
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações politícas, econômicas e socias são características da “Modernidade Líquida” vivida no século XX. Com isso, surge a problemática dos desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil, seja pela negligência governamental, seja pela ineficiência midiática.
Sob esse viés, é indubitável que a questão governamental esteja entre as causas. Nesse contexto, o teórico Karl Marx aborda a injusta ação do Estado que atende apenas à classe dominante. Dessa maneira, alienados pelo capitalismo e pelos valores líquidos da atualidade, alguns governantes negligenciam a necessidade de mudança em relação aos desafios para combater o capacitismo em questão no Brasil, visto que, segundo O globo, 76% dos deficientes já foram vítimas de preconceito por conta da falta de acessibilidade e nada é feito para mudar essa realidade. Nesse horizonte, esta instituição tem uma função social clara, regulamentada e imprescindível para uma convivência digna e harmônica entres os indivíduos. No entanto, o Estado relaciona-se com os cidadãos de forma omisso e negligente, pois falta leis para proteger essa minoria.
Outrossim, destaca-se a ação negativa das empresas midiáticas como um dos fatores desse impasse. Nesse sentido, a filósofa alemã Hannah Arendt, em ‘‘A banalidade do mal", refletia sobre o resultado do processo de massificação da sociedade, o qual formou indivíduos incapazes de realizar julgamentos morais, tornando-se alucinados e aceitando situações sem questionar. O pensamento da filósofa está relacionado ao contexto da alienação tecnológica, no qual os sujeitos empresárias se calam diante das questões que prejudicam os cidadãos com deficiência, uma vez que , a mídia é um meio controlado por empresas de comunicação. Sendo assim, essas empresas são movidas por um ideal lucrativo focado no engajamento, e não em resolver ou amenizar problemas sociais. Segundo o G1, se a mídia alertasse a as pessoas para combater o capacitismo, o preconceito diminuiriam em torno de 58 % ao ano.
Em suma, são necessárias medidas estatais para resolver esse impasse. Posto isso, cabe ao governo federal, em parceria com o Ministério da Tecnológia e Inovações, criar um projeto que garanta o combate ao capacitismo no Brasil, a ser entregue à Câmara dos Deputados, por meio de uma lei que determine comercias educacionais a respeito da exclusão que as pessoas com necessidades especiais enfrentam na sociedade. Com a finalidade de educar o corpo social e combater atos discriminatórios. Dessa forma, será possível proporcionar um relacionamento que, de fato, integra indivíduos e promova a plena construção de conhecimentos. Assim, será um país livre de intolerância.