Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 29/12/2020

Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas Moore, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na sociedade contemporânea brasileira é o oposto do que o autor prega, visto que os empasses relacionados ao combate ao capacitismo apresentam barreiras. Esse cenário é fruto tanto da baixa atuação do governo, quanto da falta de informação.

A priori, é fulcral salientar a questão constintuinte como promotora do problema. Nesse sentido, a recorrência de casos de capacitismo está diretamente ligada à má administração do Estado, o qual não disponibiliza recursos suficientes para coibir a problemática. Sob esse espectro, tal conjuntura fere o Contrato Social destacado por Thomas Hobbes - o qual determina que é de responsabilidade do governo garantir os direitos e o bem-estar da sociedade. Dessa forma, a não intervenção estatal contribui para os índices alarmantes.

Ademais, é notavel que a falta de informação da temática é mais um empecilho para o progresso. Sob esse prisma, os filósofos do determinismo geográfico destacam que o homem é fruto do meio em que vive, e do que lhe é ofertado. Nesse sentido, a carência de informações relacionadas à ações preconceituosas, abusivas e constrangedoras ligadas ao capacitismo fruitifica a perpetuação do panorama perverso, e impede a tomada de medidas corretivas. Dessa forma, enquanto o meio promover o desconhecimento, o índice de indivíduos que não têm sua cidadania respeitada persistirá.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Dessarte, cabe ao Ministério da Educação em parceria com as Prefeituras inserir, nas redes de ensino, disciplinas ligadas a educação social. Nesse contexto, por meio de aulas, estudos de caso, e palestras para a comunidade, os alunos e familiares serão inseridos na realidade de pessoas portadoras de necessidades especiais, com o objetivo de construir um senso crítico sobre a causa. Dessa forma, espera-se que as gerações futuras não apresentem os problemas da atual, de forma a alcançar a Utopia de More.