Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 29/12/2020

Na antiga cidade-estado grega, Esparta, era comum que ao nascer a criança fosse avaliada em sua condição física. Caso essa possuísse alguma imperfeição era sacrificada. Tal barbárie, hodiernamente, não é aceitável, entretanto, apesar dos progressos, pessoas com deficiência (PCDs) ainda sofrem com preconceito decorrente, principalmente, da falta de conhecimento.

Primeiramente, é válido ressaltar as importantes conquistas para mitigar o capacitismo. Nessa perspectiva, normas para contratação de PCDs - como a Lei de Cotas , de 1991, que obriga empresas com mais de 100 funcionários a ter de 2% a 5% de empregados com deficiência- e, a imposição de vagas universitárias para portadores de necessidades especiais objetificam o combate a discriminação e a inclusão desses individuos, dando-lhes a garantia legal de pertenciamente de todos os espaços.

Em contrapartida, independente das garantias jurídicas, persiste a visão estigmatizada sobre as PCDs. Tal fato pode ser atribuído ao desconhecimento a respeito das diferenças, que pode originar-se na ausência de visibilidade midiática ou carência do tema nas instituições de ensino. Concretizando, assim, o que acreditava o educador Paulo Freire, não há mudança sem educação, e sem ela a sociedade não se transforma. Dessa forma, observa-se que a invisibilidade desse grupo corrobora para sua discriminação e os excluem, analogamente, como feito em Esparta.

Portanto, diante das dificuldades em erradicar o capacitismo no Brasil, faz-se necessário procedimentos para atenuar o empecilho. Para isso, cabe aos canais midiáticos, como Globo,SBT e Record, a contratação de mais funcionários portadores de deficiência, especialmente em categorias de atuação, apresentação e jornalismo. Essa ação tem o objetivo de dar mais visibilidade e representatividade e, assim, mitigar a mentalidade popular de incapacidade e hierarquização.