Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 08/01/2021

O Brasil, por se tratar de uma ex-colônia portuguesa, sofreu influência da cultura romana e, consequentemente, da grega -a cultura de Roma é fortemente atrelada à helênica-. Isso explica a visão nacional a cerca dos deficientes, a sociedade os vê como incapazes ou aberrações. Nessa perspectiva, o capacitismo é visto como algo comum, porém é maléfico à sociedade. Logo, a persistência do problema reside na consciência cultural brasileira que aponta o deficiente como um fardo.

A princípio, é válido ressaltar o que motiva o capacitismo. Uma das causas é a formação cultural do Brasil, ela se baseia em preceitos da Grécia antiga e, infelizmente, em Esparta, os bebês que nasciam com alguma deficiência eram separados da mão e deixados para morrer. Isso, atualmente, não acontece, mas a visão capacitista perdura, apesar de não ser abandonado para morrer, o deficiente é excluido socialmente e tratado como inferior ou aberração. Tal ótica é afirmada no filme “O rei do show”. Essa obra retrata um circo no século XIX, onde deficientes são atrações em shows de horrores. Levando em conta o que foi exposto, o musical demonstra a permanência da infeliz visão preconceituosa sobre o deficiente da Era Clássica até a contemporaneidade.

Como efeito, há diferentes consequências. A permanência do capacitismo tornou-o socialmente aceitável atravéz dos séculos. Isso é explicado por Hannah Arendt como banalidade do mal. De acordo com a autora, o mal repetido várias vezes perde teor negativo e torna-se comum. Esse cenário é extremamente negativo, sem a banalização, os show de horrores nunca teriam ocorrido e os deficientes seriam tratados como iguais. Diante disso, é fundamental mudar a visão a cerca deles.

Portanto, O capacitismo deve ser combatido no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deve incluir as PCDs (pessoas com deficiência) no meio educacional tradicional. Essa ação será possibilitada pela criação de bolsas e cotas em escolas e universidades, com a finalidade de diminuir o ideal capacitista. Isso, pois a criança e o jovem ao conviver com pessoas portadoras de deficiências não os tratarão com exóticos, mudando o conceito cultural capacitista e tornamdo a sociedade mais igualitária.