Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 01/07/2021
O filósofo Luiz Felipe Pondé cita a excessiva atenção a si mesmo (de certa forma, o narcisismo) como um dos comportamentos mais preocupantes do milênio. Esse pensamento, relacionado as questões capacististas, faria com que as pessoas achassem que o fato dos sujeitos serem portadores de deficiências, seriam considerados não capazes de efetuar tarefas comuns, até mesmo de exercer seus trabalhos, por apresentarem caractesrísticas físicas distintas. Visto isso, a sociedade não busca compreender e incluir as PCD (pessoas com deficiência) e acabam tratando-as com certo preconceito e com a idelogia capacitista.
Primeiramente, Raymond Williams relata que há uma importância no interesse de abranger o conhecimento, a necessidade de aprender é algo relevante para a compreensão e desenvolvimento da sociedade humana. Dessa forma, expandir os contatos, dividindo pensamentos e experiências, ajudaria na compreensão de diversos assuntos sociais. Ademais, o escritor ressalta “A crise humana é sempre uma crise de compreensão: o que genuinamente compreendemos, podemos fazer”. Logo, quando a sociedade amplia os interesses de comunicação e busca, por exemplo, entender a situação e modo de vida das pessoas com deficiência, essa comunidade passa a ter mais assistência. Sendo assim, é válido buscar conhecimentos não somente pensando em questões pessoais mas, também, em problemas envolvendo a sociedade como um todo.
Em segunda análise, cabe ressaltar sobre questões de inclusão. A revista Carta Capital publicou uma matéria entitulada “Pessoas com deficiência criticam falta de espaço na esquerda”, no conteúdo foi relatado que Leandrinha Du Art, uma mulher trans com deficiência que, aos 25 anos, mesmo com seu currículo extenso e chamativo, nota que ainda não possui o reconheimento que merece e questionasse qual o lugar das pessoas portadoras de deficiência na política. Todavia, menciona que lutará por seu lugar e reconhecimento. São nestes contextos que demonstram a importância da ideologia de Raymond Williams, ratificando a necessidade de variar as comunicações para haver mais compressão das diverisdades sociais.
Por fim, é de suma significância que as escolas, principalmente, por ser lugar de conhecimento, demonstrem formas de inclusão para as PCD, com o objetivo de combater o capacistismo no Brasil, isso pode ser trabalhando nas aulas, em projetos e em palestras. Além disso, o Estado, poderia exigir, por meio das leis, que a Língua Brasileira de Sinais (libras) seja estabelecida em todas as instituições, para que as pessoas com problemas auditivos tenham a oportunidade de inclusão.