Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 30/12/2020
Concomitantemente com o tema, o filme ‘‘Star Wars’’ torna-se um exemplo ao destacar o personagem principal, Darth Vader, na qual possui pernas e braços mecânicos devido a um acidente, construir um império com sua força, poder e dominar toda a galáxia, em que ninguém o enxergou como incapacitado e sim, demostraram respeito por ser quem ele é. Entretanto, na vida real, a deficiência sobressai diante das qualidades e aptidões das pessoas, que lidam com desafios como: a quebra de estigmas no cotidiano causados pela ignorância de saber o que são atitudes capacitistas e a falta de visibilidade nas pautas das minorias.
Primeiramente, é importante destacar a lei LBI (Lei Brasileira de Inclusão) criada em 2015, com fito em destacar os direitos fundamentais, acesso a informações, comunicação e justiça para os deficientes. Porém, o não cumprimento da lei, ajudam na criação de estigmas como, são incapacitados e não conseguem trabalhar, possuem privilégio por ter uma vaga no shopping, só saem de casa para ir ao médico ou fisioterapeuta. Em virtude desses pensamentos, quando um PCD (Pessoa com Deficiência) faz ao contrário do que se espera, é eleito um herói, corajoso ou batalhador, suas qualidades e aptidões só se destacam, pois, sempre estão ligados a discursos capacitistas como, ‘’ela trabalha muito bem para quem tem apenas um braço’’.
Ademais, de acordo com o IBGE de 2019, apenas 1% dos PCD’s estão empregados, dos 24% da sociedade que possuem alguma disfunção. Além disso, a falta de visibilidade nos meios de comunicação e das pautas das minorias, possibilitam a falta de informações do que é capacitismo, gerando-se cada vez mais estigmas. Segundo a entrevista para a revista Galileu, a comediante ‘‘Pequena Lo’’ ( que viralizou nas redes sociais por fazer piadas e pela sua deficiência), ‘‘as pessoas sabem o que é ser homofóbico ou machista, justamente por ser um assunto que está em pauta, mas nunca escutaram falar em capacitismo’’, na qual a mesma agora aborda pautas desse tipo para um milhão de seguidores nas redes sociais.
Diante dos fatos mencionados, urge que o Ministério da Cidadania junto a agências publicitárias, crie por meio de verbas governamentais, ações que leve as pessoas a criarem empatia e conscientização com esse nicho, ao utilizar ‘‘calçadas sensoriais’’ e bandanas nos olhos, para uma experiência da realidade de algumas pessoas no dia a dia. Também, a ação contará com influenciadores nas redes sociais, para divulgar vídeos educativos com os temas ‘‘o que é capacitismo?’’, ‘’top 10 mentiras que contam sobre os deficientes’’, ‘‘o que não falar para alguém que possui alguma disfunção’’, a fim de eliminar estigmas, criar visibilidade e mostrar que são capazes de fazer tudo.