Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 29/12/2020
Embora a Constituição Federal de 1988 assegure o direito a igualdade a todos os cidadãos brasileiros, observa-se que, na realidade, não há o pleno cumprimento dessa garantia. Isso é afirmado, pois o Brasil ainda enfrenta grandes dificuldades para combater o capacitismo, estigmatizando e minimizando as pessoas com deficiência. Dessa forma, medidas cujo objetivo seja modificar esse cenário são cabíveis.
Em primeiro lugar, é importante compreender as causas desse problema. Uma delas, está relacionada ao preconceito e aos estigmas atribuídos à comunidade de pessoas deficientes. Quanto a isso, o sociólogo Goffman afirma que, na interação social entre dois indivíduos, expectativas são criadas quanto ao modo de falar e agir. Dessa forma, quando um dos indivíduos apresenta alguma disfunção, esse fluxo “natural” é rompido, criando desconforto e desejo de afastamento.
Em segundo lugar, faz-se relevante discutir os impactos negativos desse cenário. Assim sendo, o preconceito e o estigma gerados acabam por hierarquizar as pessoas conforme sua aparência e capacidades, excluindo aquelas deficientes da sociedade, o que configura uma violência simbólica. Evidência disso, é a despreocupação das escolas em adapatar seus espaços para atender a essa parcela da população.
Considerando os aspecto supracitados, é necessário que o Governo, em todas as suas esferas federal, estadual e municipal, combata as diversas formas de discriminação às pessoas deficientes na sociedade. Isso pode ser feito por meio de campanhas de publicidade a fim de conscientizar as pessoas sobre a aceitação das diferenças e sobre a importância da inclusão social. Afinal, como diz o dito popular: “ser diferente é normal”.