Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 30/12/2020

Durante a ascensão do nazifascismo na Alemanha, teorias como o Darwinismo social foram utilizadas na repressão de classes populares e de parcelas da população com alguma deficiência. Nesse Panorama, ainda com a aversão ao fascismo nesta realidade, podemos observar a questão do capacitismo no Brasil e no mundo, e se trata do preconceito com pessoas portadoras de deficiências. Diante disso, tanto o preconceito social quanto a negligência sobre a inclusão, apresentam-se como desafios no combate ao capacitismo. Logo, necessita-se de uma análise a fim de compreender o fenômeno.

Em primeiro plano, é imperativo que o preconceito estrutural sobre os deficientes se mostra como barreiras e devem ser repelidas. Assim, é pertinente pontuar o pensamento do sociólogo Goffman, onde o estigma social é usado como um tratamento pejorativo a uma determinada classe, e que tem origem em uma dominante, configurando-se em uma aversão àquele contingente de pessoas. À vista disso, predomina-se o capacitismo, visto que a maioria populacional não possui uma característica física limitante como os deficientes. Conclui-se, portanto, o caráter lesivo da situação sobre os deficientes.    Outrossim, cabe-se citar a negligência de políticas de inclusão, prejudicando o convívio entre os necessitados, favorecendo a criação do estigma, e, deste modo, deve ser combatida. Visando o autor jurista John Rawls, segundo seu princípio da equidade, para a manutenção de uma sociedade, deve-se aumentar as oportunidades, reduzindo-se as desigualdades. Dessa maneira, há, ainda, um dever do estado no combate ao capacitismo, como citado por Rawls. Para tanto, deve-se garantir o artigo 5 da constituição brasileira, igualando o tratamento de todos os indivíduos, permitindo-os gozar de seus direitos por meio da inclusão. Expressa-se então tal malefício à sociedade.

Infere-se que, ante aos fatos mencionados, é mister uma solução com o intuito de atacar a problemática. Em vista disso, urge ao Estado, como mantenedor da ordem social, junto ao Ministério da educação, mediante o uso de verbas e por meio profissionais contratados, a criação de políticas de inclusão para escolas, atendendo anseios dos menos capacitados, permitindo a evolução dos deficientes como cidadão, e, por intermédio do convívio social, criar-se um ambiente de combate ao estigma, extinguindo-se ou amenizando o capacitismo no Brasil.