Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 30/12/2020
O filme “Extraordinário” traz a realidade de Otis, uma criança com uma desordem facial congênita, que vai à escola pela primeira vez e mostra os desafios de ser incluído e de vencer os preconceitos frente a sua deficiência. Similarmente à ficção, o dia a dia de qualquer pessoa com deficiência na vida real é assim. Desse modo, é perceptível que as causas da discriminação para pessoas deficientes, no Brasil hodierno, são: a pouca inclusão e os prejulgamentos negativos enraizados.
Primeiramente, a pequena inclusão é um problema que estimula o capacitismo no país. Já que, o padrão “normal” foi uma construção social, a qual inferioriza a diferença, o que não é aceitável é excluído socialmente. Por isso, houve a criação da Lei Brasileira da Inclusão, em 2016, a qual prioriza pela integração de qualquer tipo de deficiência, atuando principalmente no mercado de trabalho. No entanto, consoante ao livro do jornalista Gilberto Dimenstein “Cidadãos de Papel” esse direito está garantido apenas no papel, porque na prática a incorporação se mostra oposta a presente na Carta Magna.
Ademais, o preconceito enraizado com os deficientes é uma causa latente da persistência do capacitismo no Brasil. Esse prejulgamento é remoto, desde o início das civilizações, a Cidade Estado Esparta, na Grécia antiga, matam bebês com deficiência com a justificativa de buscarem bons guerreiros. Em vista disso, é visível o quanto essa intolerância está no pensamento coletivo há séculos, para reverte-lo medidas necessárias.
Portanto, um fim de combater o capacitismo, atuando veemente na inclusão dos deficientes e em atenuar os prejulgamentos pejorativos frente a eles. Cabe ao Ministério Da Justiça, junto ao Legislativo, efetivar e fiscalizar como leis das pessoas com deficiência, por meio de agentes fiscalizadores em todos os estados, com o propósito de garantir que elas deixem de ser “Cidadãos de Papel”. Além disso, compete ao Ministério da Educação, em conjunto com as escolas, mudar o pensamento coletivo preconceituoso, começando desde a infância uma educação mais integrada, com diferenças, através da capacitação de professores, com a forma de haver, no futuro, mais criança como “Otis” na sociedade brasileira.