Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 30/12/2020

Durante todo o processo civilizatório a humanidade tratou com desrespeito as pessoas com deficiência. Exemplo disso foram os isolamentos em sanatórios, acorrentamentos, exclusões, além da falta de acessibilidade para esse público no Brasil. Essa postura cruel e desumana frente ao capacitismos é um desafio a ser enfrentado pela civilização moderna. Diante disso, cabe análise das causas, consequências e possível solução.

Em primeiro lugar, não pode ser considerada civilizada a sociedade que não busca eliminar o capacitismo em seu meio cultural. Nesse contexto, inclui-se a discriminação, o preconceito e a falta de oportunidades, assim como acontece com outras minorias. Essa disfunção é o resultado de uma sociedade pautada na meritocracia e que não respeita o que foi consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948. Tudo isso leva ao fragrante desrespeito à dignidade humana. Sob essa ótica, o ativista dos Direitos Humanos, Martin Luther King, falou que a injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todos lugar. Logo, o simples fato da omissão da sociedade, seja onde for, diante de tais práticas, torna-a conivente com essa distopia que afeta esse público vulnerável.

Em segundo lugar, os efeitos desse descaso é a construção de uma sociedade pouco aderente às garantias e direitos individuais previstos na Constituição Federal, de 1988, no seu artigo quinto. Nesse aspecto o Governo Federal tem sido negligente por não se envolver, efetivamente, na superação desse desafio, ou seja, em oportunizar as pessoas com deficiência o pleno acesso aos direitos individuais. Assim sendo, a pluralidade brasileira ainda é segredada pela cultura da meritocracia, sem respeito às diferenças e particularidades.

À vista disso, em suma, percebe-se que há muito a ser feito para se combater o problema. Desse modo, é preciso que o Governo Federal, que é responsável pelas políticas públicas, estabeleça critérios impositivos de respeito e inclusão de pessoas deficientes em todas as esferas sociais. Para isso, deverá contar com a participação dos próprios deficientes na elaboração dessas políticas, pois, são eles que sofrem e conhecem as dificuldades, assim como é feito no Reino Unido. Esse trabalho deverá ser desenvolvido nos estados e consolidado em Brasília para ser aplicado em todo o país. Espera-se, como isso, mitigar os efeitos da discriminação que sofrem as pessoas deficientes e melhorar o processo civilizatório da nação.