Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 30/12/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega. Isso porque os desafios para combater o capacitismo no Brasil apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Diante disso, esse cenário antagônico é fruto tanto da discriminação com os indivíduos que possuem deficiência quanto das falhas no princípio da isonomia.
Em primeiro plano, nota-se que a desqualificação do cidadão devido à deficiências físicas ou mentais se configura como fato social. Esse conceito, criado pelo sociólogo Émile Durkheim, afirma que valores exteriores e gerais se impõem sobre o sujeito de maneira a moldar seu comportamento. Isso se dá, por exemplo, quando um indivíduo é caracterizado como incapaz de realizar determinada atividade ou trabalho por não se enquadrar no modelo de corpo e de pensamento humano. Dessa forma, esse comportamento de distinção entre os seres humanos acarreta no isolamento social, o que pode causar sentimento de não pertencimento aos que sofrem com o capacitismo. À vista disso, o resultado dessa questão pode provocar problemas psicológicos, como a depressão.
Em segunda análise, é incontestável que a questão da desigualdade social está entre as causas do problema. Segundo Nicolau Maquiavel, no livro “O Príncipe”, para se manter no poder, o governo deve operar com objetivo no bem universal. Entretanto, no Brasil, as lacunas na isonomia rompem com essa paridade, visto que em regiões carentes a democratização de serviços, como educação, saúde e transporte, não é eficaz para sujeitos que possuem deficiências. Nessa perspectiva, parte da população fica restrita aos seus direitos próprios, o que acarreta em exclusão e preconceito da sociedade, uma vez que tratam como sinônimo como dificuldades esses grupos com a incapacidade de realizarem suas funções. Desse modo, ocorre um aumento do capacitismo, além de destacar como diferenças no País.
Portanto, é preciso intervir sobre os empecilhos que sustentam o problema. Nesse sentido, cabe às empresas de comunicação criar um projeto que seja contra o capacitismo. Isso deve acontecer por meio de uma campanha transmitida nas redes sociais e nas televisões, maneira de evidenciar que pessoas que possuem deficiências são capazes de exercer qualquer função. Essa propaganda deve ser destacada com relatos de quem já sofreu com o capacitismo, a aprensentação de formas para combater e prevenir a discriminação desse grupo e número para denunciar os casos. Essa medida tem o intuito de minimizar as desigualdades sociais e sensibilizar as pessoas sobre diferenciar e diferenciar os sujeitos. Assim, o País de aproximará da utopia de Thomas More.