Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 30/12/2020

Desde o livro “Utopia”, escrito por Thomas More, entende-se que uma sociedade necessita de engajamento social e político para desenvolver-se. No entanto, quando se observa os desafios para o combate ao capacitismo no Brasil, verifica-se que esse ideal utópico é constatado na teoria e não na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse cenário, torna-se clara a falta de atitude do Estado, bem como a negligência e a compactuação da sociedade.

Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a persistência da problemática no Brasil é intrinsecamente fomentada pela negligência e pela compactuação da sociedade que se omite diante de situações de desrespeito com os deficientes. Um exemplo disso é que esses indivíduos sofrem, diariamente, discriminação e são tratados como seres inferiores, devido à cultura preconceituosa prensente na sociedade. Nesse sentido, o sociólogo Alemão, Jurgen Habermas, afirma que a sociedade depende da crítica às suas próprias convicções e comportamentos para que mudanças efetivas aconteçam.

Ademais, em um segundo plano, é inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam em harmonia para solucionar o problema. Tal fato se reflete na falta de políticas inclusivas para os deficientes, as quais poderiam ajudar a alterar a concepção ultrapassada da sociedade em relação a essa classe, medidas que deixariam a resolução do problema mais próxima, e, devido à má administração e fiscalização pública por parte dos gestores, isso não acontece.

Logo, é necessário que o governo forneça aos deficientes medidas que os incluam, realmente, na sociedade, por meio de leis voltadas para essa comunidade, com o propósito de acabar a exclusão desses indivíduos. Além disso, cabe às escolas informatizar e conscientizar as pessoas sobre o respeito que se deve ter com o próximo. Isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação, a fim de acabar com atos desrespeitosos. Destarte, a realidade aproxima-se da teoria utópica e a sociedade desenvolve-se.