Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 30/12/2020

Em “Utopia”, obra do filósofo Thomas More, é descrita uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, é nítido que a realidade brasileira distancia-se desse modelo utópico, o que é evidenciado pelo desafio do combate ao capacitismo. Nesse contexto, observa-se a configuração de um grave problema, em virtude do silenciamento e da insuficiência legislativa.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de debate presente na questão. Outrossim, o mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusam a observar a realidade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Entretanto, fora da alusão, a realidade contemporânea caracteriza-se com a mesma problemática, dado que o combate a essa discriminação tem sido silenciado, o que dificulta a resolução desse empecilho.

Além disso, a insuficiência de leis ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Nesse viés, o filósofo John Locke diz que, “As leis fizeram-se para os homens e não para as leis”. Ou seja, apesar da criação de leis que, em teoria, se aplicam a questão da inclusão no mercado de trabalho, a efetividade é lacunar, visto que a situação continua atuando fortemento no cenário atual. Desse modo, a legislação enfraquecida torna o fim do problema mais difícil de ser alcançado.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação em parceria com as prefeituras, promovam debates sobre a importância do combate ao capacitismo nas escolas públicas e privadas, por meio de campanhas educativas, realizando também dinâmicas e jogos que traga o assunto à pauta. Tais eventos podem acontecer no período contraturno e devem conta com a presença de professores e especialistas no assunto, além de ser abertos à toda comunidade a fim de efetivar a elucidação da população sobre o tema debatido. Dessa forma, a sociedade descrita na obra Utopia passará a ser vista por toda população.