Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 07/01/2021

Na atualidade, percebe-se o crescimento dos vários tipos de preconceitos, um deles praticado contra os deficientes físicos, o capacitismo. Assim, faz-se uma analogia à obra " Poética", do filósofo Aristóteles, na qual apresenta a política empregando a equidade a todos os cidadãos, porém, essa igualdade não é observada dentro da sociedade brasileira. Nesse contexto, evidência-se a herança histórico- cultural e a padronização da beleza como desafios relevantes para o combate ao capacitismo. Com efeito, é fulcral a necessidade de ações que atenuem essa realidade.

Em primeiro plano, observa-se que a herança histórico- cultural é uma problemática, pois, ela ratifica o pensamento de que a deficiência física não é algo “normal”. No passado, os povos pré- colombianos possuíam o ritual de matar recém- nascidos quando apresentavam ausência de algum membro, alegando a impureza dessas crianças por terem sido amaldiçoadas pelos deuses, ou seja, verifica-se que a deficiência era vista como uma maldição e por isso as crianças com imperfeições não poderiam viver. Assim, constata-se que o capacitismo é um preconceito oriundo de um passado histórico e que até hoje ainda é perceptível na sociedade.

Em segundo plano, percebe-se que a padronização da beleza marginaliza alguns grupos no Brasil, logo, o que foge do “comum” acaba gerando violência. Dessa forma, a violência simbólica, conceituada por Pierre Bourdieu, é uma agressão verbal vivenciada pelos deficiêntes pois, ocorre sem coação física, causando danos morais e psicológicos. Além disso, a padronização e a supervalorização do estereótipo de corpo belo e viril refletem a opressão social acometida aos deficiêntes, consoante a obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, do escritor Machado de Assis, ao estabelecer o que é “normal” e admirável na fala " ela é bonita, mas é coxa", do personagem principal em relação a Eugênia. Desse modo, fica evidente que a equidade citada por Aristóteles não foi alcançada.

Dessarte, são misteres soluções para mitigar o capacitismo no Brasil. Portanto, concerne ao Ministério da Cidadania, junto às redes midiáticas, abordar questões que expressem a realidade do deficiênte físico referentes à sua desvalorização, por meio da formulação de propagandas e ficções engajadas com amplo acesso social - como novelas, filmes, documentários -, com o intuito de incitar mudanças na cultura institucionalizada de preconceito contra esses cidadãos. Assim, obter-se-à uma sociedade mais harmônica e coesa.