Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 30/12/2020

Brás Cubas, o defunto autor de Machado de Assis, diz em suas “Memórias Póstumas” que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da da nossa miséria: o costume do capacitismo, atribuindo uma imagem de incapacidade a pessoas com deficiência. Nesse cenário, percebe-se que na atual sociedade brasileira, tal discriminação persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela mentalidade social, seja pela negligência midiática.

Em primeira análise, é indubitável que os hábitos familiares e sociais e suas influências estejam entre as causas do problema. Nesse sentido, conforme Durkheim, o fato social e a maneira coletiva de agir e de se pensar. Sob essa ótica, observa-se que o o tema encaixa-se na teoria do sociólogo, uma vez que se uma criança vive em uma família ou em uma sociedade com comportamentos discriminatórios, tende a adotá-lo também por conta da convivência em grupo. Assim, a continuação desse preconceito, transmitida de geração em geração, funciona como base forte para a perpetuação desse problema no Brasil.

Além disso, evidencia-se que a escassa exposição dessa problemática contribui para o aumento de sua ocorrência. Nessa perspectiva, segundo Martin Luther King: “Quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele”, ou seja, a mídia negligencia o debate acerca do capacitismo, o que faz com que ele não receba a devida atenção e preocupação. Dessa forma, é indubitável que a pouca abordagem midiática com relação ao obstáculo influencie na falta de soluções capazes de amenizá-la. Infere-se, portanto, que o capacitismo é um mal para a sociedade brasileira.

Sendo assim, diante do exposto, cabe às escolas criarem palestras sobre as os desafios enfrentados pelas pessoas deficientes, visando informar crianças e jovens sobre as dificuldades em relação às suas inserções sociais. Ademais, cabe às grandes emissoras de TV apresentarem, em horário nobre, a importância da denúncia contra a capacitação para milhares de pessoas, diminuindo sua incidência. Somente assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente,  criando um legado de que Brás Cubas pudesse se orgulhar.