Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 05/01/2021
No Século XV, o reformador religioso Martinho Lutero, afirmava que as pessoas deficientes não possuíam natureza humana e eram usadas por maus espíritos. De maneira análoga, é perceptível que ainda hoje a discriminação contras aqueles que possui alguma insuficiência, seja física ou mental, configura-se como algo constante e que deve ser repulso no Brasil. Nesse sentido, faz-se necessário discutir e propor soluções para essa problemática decorrente não só de uma sociedade individualista,mas também de uma negligência nas leis presentes em toda a sociedade brasileira.
Sob essa ótica, deve-se destacar,primeiramente, que a coletividade torna-se cada vez mais egocêntrica e líquida ao não se compactuar ou oferecer assistência àquele necessitado. Nessa mesma perspectiva, convém argumentar como a federação possui atitudes desprezíveis,as quais tentam hierarquizar como modelo a idéia de um padrão de beleza ou habilidades viáveis,e são considerados incapazes,aqueles que não conseguem executar algumas tarefas devido aos seus limites. Dessa forma, tais condutas preconceituosas podem gerar danos psicológicos aos atingidos,podendo desenvolver doenças como a ansiedade ou desânimo. Prova disso, é que segundo o site Estadão, uma em cada 20 pessoas no mundo tem um nível bastante elevado de depressão associada à deficiência. Dessarte, o slogan o qual afirma o Brasil ser um país de representividade diversificada não é coerente na prática.
Além disso, outro ponto relevante nessa temática trata-se da insuficiência legislativa no país. Desse modo, é nítido que mesmo com a existência de algumas leis que garantam proteção e acessibilidade para esse corpo social,tal ato ainda não é aplicado da forma correta. Nesse ínterim, é imprescindível citar que segundo o site Estadão, 77% dos portadores de deficiência sentem-se desrespeitados. Diante de tal postulado, torna-se notória a negligência e má administração das leis que são presentes na federação. Em vista disso, atualmente, o que se percebe ,é que mesmo com avanços significativos nas questões sociais, políticas e legais essas pessoas ainda continuam à margem da sociedade. Logo, aquilo que é determinado pela constituição não é satisfatoriamente aplicado.
Portanto, vê-se a necessidade de combater o capacitismo no Brasil, a fim de garantir uma melhoria na inclusão,no sentido de se organizar uma sociedade que atenda aos interesses de todas as pessoas indiscriminadamente. Para isso, urge ao Ministério da Justiça e Segurança Pública por meio de um poder legislativo verificar se há uma execução de forma correta das normas estabelecidas pela Constituição,de forma que após alguém efetuar qualquer ato de desrespeito ou de violência voltada a esse grupo, haja uma punição e correção de maneira justa e eficaz. Somente assim, será possível um melhor desenvolvimento da pátria, que vise lutar pela inclusão social de quaiquer grupos desprezados.