Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 03/01/2021
A ilusão de possuir direitos
“A sociedade que esquece arte de questionar não pode esperar encontrar respostas para os problemas que a afligem”. A frase, do sociólogo Zygmun Baumam, sugere o principal entrave para a superação dos problemas sociais: a passividade dos cidadãos. Nesse sentido, é imprescindível um olhar crítico acerca do combate ao capacitismo em questão no brasil e suas consequências.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que o capacitismo é um problema histórico. No século XIX, acontecia nos Estados Unidos os “freak shows”, que eram apresentações de circo, porém, as atrações não eram palhaços e malabaristas, mas, sim, pessoas com anomalias. Dessa forma, desde tempos remotos, os deficientes não só sofriam zombarias, como também, eram excluídos da sociedade. Tudo isso, repercutiu na atualidade, onde ser deficiente é sinônimo de sofrer bullying e ser isento do convívio social.
Sob outra análise, vale salientar que esse cenário desafiador vai de encontro à Declaração Universal dos Direitos Humanos. Em seu 1 ° artigo, a declaração, afirma que todos são iguais perante a lei e sem distinção. Entretanto, fora do papel, a realidade é revoltante. Sabe-se que os deficientes físicos são carentes de direitos básicos, prova disso é a falta de acessibilidade nos locais públicos e privados. Por conseguinte, muitos desses, ficam isolados em casa e isentos de diversão devido a inacessibilidade, logo, fere também o direito à cultura e ao lazer.
Urge, portanto, a necessidade de desconstruir essa problemática que possui raízes históricas e estruturais. É dever do Ministério da Educação promover campanhas nas escolas, por meio de palestras de cunho inclusivo e com a participação de pessoas com deficiência, a fim de conscientizar e elucidar a importância da plena integração dessa parcela da sociedade. Ademais, cabe ao Poder Executivo e suas esferas cumprir a demanda constitucional que garante acessibilidade aos mais necessitados. Só assim, estimulando a mudança ideológica e a facilidade de acesso, será possível obter a formação de uma sociedade mais justa e igualitária.