Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 02/01/2021
A Constituição Federal de 1988 garante a todos o direito de ser tratado com igualdade. No entanto, essa não é a realidade de portadores de deficiência, física ou mental, que precisam encarar diáriamente o preconceito e inferiorização devido a sua deficiência, o chamado “capacitismo”. Entre os entraves para o combate do capacitismo no Brasil, um problema grave que assola a sociedade, estão o preconceito enraízado na cultura brasileira e a falta de inclusão social.
Em primeira análise, nota-se que existe um preconceito estrutural para com os deficiêntes na sociedade brasileira. Segundo o físico Alber Einstein, “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Sob essa ótica, percebe-se a dificuldade que é modificar a mentalidade da sociedade para acabar com preconceitos estruturais. Entretanto, embora seja díficil de realizar, o pensamento de que alguém só pode ser tratado com igualdade se tiver todas suas funções físicas e mentais seguindo um certo padrão deve ser eliminado.
Além disso, é vísivel a falta de inclusão de deficientes na sociedade. É notória a ausência de infraestrutura em escolas, pois faltam adaptações para portadores de deficiência. Ainda, a mobilidade urbana é mal projetada para atender essas pessoas, com postes e degraus no meio da calçada, o que acaba por gerar dificuldades em suas locomoções. Logo, é evidente a necessidade de que a inclusão social chegue a esses cidadões para que eles possam conviver em pé de igualdade com o restante da população.
Portanto, medidas devem ser tomadas para impôr um fim ao capacitismo no Brasil. Para isso, o Governo Federal deve, em conjunto com o Ministério da Educação, promover a conscientização da população por meio de palestras, que podem ser feitas nas escolas, sobre a importância da inclusão social e do fim do preconceito contra deficientes para que a mentalidade descriminátoria estrutural seja removida da sociedade. Só assim, os direitos garantidos pela Carta Magna serão realmente assegurados aos portadores de deficiência.