Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 12/01/2021

Promulgada em 1988, a Constituição Brasileira prevê que todo cidadão, deficiente ou não, tenha o direito de ir e vir, assim como educação de qualidade. Entretanto, o capacitismo enraizado na sociedade ao longo dos anos, exclui de forma gradativa pessoas que tenham alguma deficiência congenita, assim ferindo a Constituição. Desta forma, cabe refletir sobre a problemática exclusoria e preconceituosa no Brasil contemporâneo.

Em primeiro ponto, quando analisada a situação das cidades brasileiras, destaca-se, o ilusório acolhimento das instituições públicas, pois uma vez em que não haja uma estrutura adequada na metrópole, uma forma digna de se deslocar, e em especial as escolas, uma forma apropriada de ensinar, pessoas deficientes se verão excluídas do convívio social, já que não haveria real aceitação sobre suas peculiaridades. Situação lastimável em um país signatário dos direitos humanos.

Em segundo ponto, assim como um efeito em cadeia, o forte preconceito em relação a essa minoria se vê como um grande vetor a ser combatido. Sendo um dos grandes pensadores de seu tempo, Zigmunt Bauman relaciona essa situação com sua teoria da sociedade líquida, pois uma vez em que haja uma sociedade com relações interpessoais enfraquecidas o ‘‘pensar no próximo’’ se vê desnecessário tornando indivíduos deficientes mais sucetíveis a situaçôes que beiram a xenofobia.

Portanto, para que essa situaçâo seja amenizada, o Governo Feredal, deve criar um programa que viabilize a circulaçâo de pessoas deficientes na cidade, através de ruas pavimentadas, transporte com acentos específicos e escolas com professores especializados. E incentivando a populaçâo a ser menos preconceituosa, através de comerciais em grandes redes de televisão, mostrando que todos são iguais e merecem ser aceitos da forma que são. Espera-se com isso uma diminuição do capacitismo no Brasil.