Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 02/01/2021
O filme norte americano “Meu nome é rádio” conta a história de um garoto, com deficiência intelectual, que passa por muitas dificuldades no seu meio social, como problemas de comunicação na escola e uma falta de acessibilidade nos estabelecimentos. No decorrer da longa-metragem, é notório o preconceito contra o jovem, que é ridicularizado pelos colegas de aula e mal recebido nas lojas. Fora das telas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE), o Brasil tem, aproximadamente, 45 milhões de brasileiros com alguma deficiência. Por esse motivo, é importante nos questionarmos sobre o problema de capacitismo e uma possível solução para esse problema.
Primeiramente, Muitos estereótipos capacitistas foram dados as pessoas com deficiência, como o “pobre coitado” destinado a pessoas que não conseguem fazer as coisas, sem algum tipo de assistência ou o “Heroi” que mesmo com dificuldades fisiológicas, consegue fazer as tarefas. Como já dizia Émile Durkheim -importante sociólogo francês- com a teoria da consciência coletiva, é um conjunto de crenças e pensamentos da sociedade pelo “homem ideal” que determina a maneira como o ser humano se relaciona. Seguindo por esse princípio, o capacitismo parte da ideia de que existe um padrão corporal perfeito, e dentro dessa padronização imposta, são considerados “normais” e aceitos, como as pessoas com qualquer tipo de deficiência, que fogem desse padrão, são vistas como “anormais “e exceções.
Outrossim, o capacitismo ainda é invisibilizado pela sociedade. Infelizmente, pelo senso comum, as pessoas com deficiência sejam relacionadas como doentes, então, o termo “deficiente” fosse uma doença que precisa de uma cura o mais rápido possível. Esse tipo de pensamento capacitista, pode parecer como inofensivo ou insignificante, mas foi por esse motivo, que já aconteceu as maiores atrocidades da humanidade, como a eutanásia forçada e a esterilização de milhares pessoas com deficiência no período do regime nazista. Por esse motivo, o Estado não pode ser omisso sobre esse assunto, e precisa criar programas para tornar visível, perante a sociedade, o problema do capacitismo, com o intuito de mudar o pensamento do brasileiro sobre esse assunto.
Destarte, os desafios para o combate ao capacitismo no Brasil são um grante problema e precisam ser enfrentados por todos. É necessário uma mobilização para garantir os direitos de acessibilidade dessas minorias. O Governo Federal deve criar campanhas de publicidade, por meio da imprensa brasileira, para contar as histórias de pessoas que recebem com o capacitismo, para que mais pessoas se indentifiquem, assim, teria uma maior mobilização e dar mais valor sobre esse assunto. Só assim estaremos lutando por uma sociedade mais justa e evitar que histórias como “Rádio” se repita.