Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 11/01/2021
A luta contra o capacitismo no Brasil precisa ser realizada e relembrada diariamente, pois pessoas com deficiência(PcD) não são tratadas com dignidade. Tal fator se deve, pela restrição do que é belo ou não, segundo o padrão de beleza imposto pela sociedade, e por concepções retrogradas de que PcD são inválidas. Nesse sentido, precisa haver medidas para diminuir a discriminação e formar individuos socialemente responsáveis.
Tendo em vista que o padrão de beleza é coercitivo à nós, nos mostrando desde cedo o que se encaixa como aceitável ou não, e é possível percebermos esse padrão através das capas de revistas, personagens principais de filmes, nos comerciais etc. De acordo com o livro “O mito da beleza”, existem características que indicam o que é socialmente aceito, dessa forma indivíduos que possuem corpos com algum tipo de restrição fogem dessa concepção, o que revela a depressiação e a invisibilização de tais corpos.
Outrossim, são as perspectivas retrogradas as quais classifcam PcD como inválidos ou pessoas dignas de pena. Segundo um relatório da fundação Ruderman Family Foundation, que analisou 280 séries de TV e streaming norte-americanos entre 2016 e 2018, quando a deficiência é abordada ela é quase sempre retratada como um estado indesejado, deprimente, vista muitas vezes como castigo. Dessa forma, perpetua-se no nosso imaginário concepções capacitistas que nos impedem de alcançarmos uma equidade social.
Logo, percebe-se que a luta anti-capacitista no Brasil ainda possui um vasto e turbulento caminho pela frente. Portanto, o Ministério da Cidadania deve criar programas gratuitos de combate ao capacitismo, por meio de palestras de PcD que atuam no movimento, pela disponibilização de materiais físicos e on-line que discutam sobre a importância do combate de tal mazela. Espera-se, com isso, a evolução dos brasileiros como indivíduos que buscam a justiça social e a diminuição de tal discriminação.