Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 03/01/2021

A atual Idade Contemporrânea é marcada por diversos movimentos sociais e políticos com o objetivo de garantia dos direitos de um determinado grupo minonitátio como a Parada LGBT e o Black Lives Matters.  No entanto, um conceito pouco debatido na mídia é o capacitismo, que é pautado na construção de um corpo padrão e “normal” , inferiorizando corpos que estão fora desse padrão como é o caso das pessoas portadoras de algum tipo deficiência. Consequentemente, esse termo está alinhado à exclusão dessas pessoas desde os primordios da humanidade e também a pouca participação desse grupo no mercado de trabalho.

Deve-se ressaltar que, as pessoas com deficiência são um grupo abandonadas socialmente. No filme 300, que retrata na famosa Batalha de Termópolis entre os gregos e persas, há uma cena na qual um recém-nascido ‘‘malformado" é atirado em um penhasco - algo comum na época. Desta forma, o capacitismo, definido como violência ou discriminação contra pessoas com deficiência, está enraizado no processo histórico da humanidade devido a corponormatividade, isto é, julgar determinados corpos inferiores e incompletos.

Além disso, a falta de representatividade de profissionais com algum tipo de deficiencia física ou mental agrava o quadro de capacitismo no Brasil. A legislação prevê, conforme a Lei de Cotas para Deficientes, que as empresas com 100 ou mais funcionários tenham 2% a 5% de contratação de pessoas em deficiência, porém, de acordo com a Secretaria do Trabalho, esse número nunca passou dos 1% . Isso de deve tanto ao fato de muitas empresas contratarem esse tipo de mão de obra apenas para evitar o pagamento de multa ao descomprir a lei, quanto à infraestrutura que não atende como necessidade do contratado.

Em suma, é competencia da União, dos Estados, e dos municípios garantir os direitos das pessoas portadoras de deficiencia - como estabelece a Constituição federal-, trabalhando o cenceito de capacitismo como forma de inferiorização por meio de campanhas, debates, materiais didáticos e adequação dos espaços à acessibilidade. Desa forma, o Brasil poderá ser um país exemplo no combate ao capacitismo.