Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 13/01/2021

Em meados século XIX, era comum a utilização de seres humanos como forma de mercadoria, a fim de obter lucros por meio de atrocidades. Evidencia-se esse fato com os “Freak Shows”, espetáculos que aconteciam nos circos, em que utilizavam-se de indivíduos com deficiência, exibindo-os como atrações de shows, no intuito de causar risadas aos públicos. Dessa forma, ao comparar tal barbaridade com a hordiena sociedade, é perceptível que tais pensamentos discriminatórios estão consolidados diante da humanidade, refletidos na idéia de capacitismo excludente. Diante disso, há problemáticas a serem discutidas: a exclusão social e as causas que contribuem para tal preconceito.

Primeiramente, “Meu corpo meu desafio” é um programa do canal “Discvery Channel” que relata a luta de pessoas que nasceram com doenças genéticas ou adquiriram no decorrer de suas vidas alguma deficiência, que interfere em suas vidas sociais. Dessa forma é válido contruir uma analogia de tal programa com o pensamento de Aristóteles, abordando o assunto Isomenia, sendo que a melhoria de uma sociedade é desenvolvida se os seus membros se adaptarem uns aos outros. Diante disso, é inegável que no Brasil a cultura de Isomenia é escassa, uma vez que há interfêrencias no incluimento dessas minorias no vinculo social, associado com o subjulgamento de incapacidade. Por fim, isso demonstra a inaptidão dos humanos em aceitarem o considerado “diferente”, no qual prolonga a luta diária dos deficientes a se sentirem inclusos em um país preconceituoso.

Ademais, o pensamento preconceituoso possuí raízes consolidades desde à Grécia Antiga, na cidade de Espartas. Assim, crianças que nasciam com alguma deficiência eram consideradas “aberrações” e consequentemente descartadas de forma cruel em oceânos ou precipícios. Dessa maneira, ao comparar a história discriminante da humanidade com a atual sociedade, é indiscutível que estes pensamentos bárbaros foram responsáveis pela concretização de preconceitos com  pessoas que possuem deficiência. Em suma, esses prejulgamentos prolongam a ideia de capacitismo como construção de um corpo perfeito, denominado como “normal”.

Portanto, é intrínseca a necessidade de solucionar os problemas referentes ao combate do capacitismo. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, responsável pelo desenvolvimento educacional, a realização de projetos nas escolas que culminem com as mudanças de pensamentos preconceituosos entre os jovens, por intermédio de palestras e projetos sociais, demonstrando a luta e sentimentos de pessoas que possuem deficiência. Desse modo, como efeito, desde a infância a consciência humanitária e o sentimento altruísta irá se desenvolver, contribuindo com novas mentalidades brasileiras sem preconceito diante as difrenças.